
Dois professores são detidos após simulação de enforcamento durante protesto. Fotos: Reprodução e Divulgação
Dois professores foram detido na manhã desta terça-feira (21), após uma simulação de um enforcamento durante um protesto da categoria em frente ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), conforme informações da coordenadora-geral do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), Helma Sampaio.
Os docentes detidos foram identificados como Ivan Viana do Nascimento, 45, preso após simular suicídio, e Adriano Furtado de Oliveira foi detido pela prática de exercícios de filmagem com celular (direito de imagem).
Durante o protesto na avenida André Araújo , no Aleixo, Ivan estava pendurado em uma passarela, amarrado por uma corda como uma espécie de rapel, simulando um enforcamento, e Adriano filmava o ato, em via pública, debaixo da passarela.
“A performance artística foi uma espécie de retaliação para mostrar como os professores estão sendo ‘enforcados’ aos poucos pelo governo”, declarou o professor e filósofo Ivan Viana.
O ato prejudicou o trânsito e chamou a atenção de transeuntes e da polícia que estava no local. Os policiais interromperam o ato, que pode configurar apologia ao suicídio, e conduziram os envolvidos até o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Fazer apologia é crime previsto no art. 122 do Código Penal.
“Na performance dele, era um enforcamento dos professores no final do mês por conta de não terem as suas condições financeiras adequadas para sustentar suas famílias”, disse Sampaio.
A encenação do enforcamento foi também contra a decisão do desembargador Elci Simões, do TJAM, que em decisão manteve a greve dos professores da rede estadual como ilegal.
Os dois foram liberados logo após assinatura de um Termo Circunstancial Ocorrência (TCO).
GreveCom algemas, máscaras e olhos vendados, professores do Sindicado dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical) realizaram hoje um protesto em frente à sede do Tribunal de Justiça.
A paralisação dos professores da rede estadual completa 37 dias nesta terça-feira e segue sem previsão de retorno das aulas. Os trabalhadores rejeitam os 4,73% oferecidos pelo governo e reivindicam 15% de aumento salarial.
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