
Foto: Arquivo
Manaus é a capital com maior índice de população desocupada, onde quase duas em cada dez pessoas estão sem emprego. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD-C), divulgada nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Manaus registrou a maior taxa de desemprego entre as capitais de todo o País, saindo de 18,3% no quarto trimestre de 2018 para 19,4% no primeiro trimestre de 2019. A capital do Amazonas superou Rio Branco, que havia tido no trimestre anterior a maior taxa em desocupados ou desempregados.
A pesquisa mostra que, em Manaus, o número de ocupados teve queda em relação ao trimestre anterior (4.000 postos). Também houve aumento no número de pessoas na força de trabalho (10.000 pessoas). Tanto a queda de ocupados, quanto o aumento da força de trabalho pressionam a taxa de desocupação, diz o IBGE.
Amazonas
Já a taxa de desemprego do Amazonas passou de 14,4% no último trimestre do ano passado para 15,9% no primeiro trimestre desse ano. É a taxa mais elevada desde o terceiro trimestre de 2017, quando alcançou 16%.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2018, o Amazonas teve a terceira maior alta entre os Estados, superado apenas por Roraima e Acre. Na comparação com igual trimestre de 2018, o aumento foi de 2,0 pontos percentuais, passando de 13,9% para 15,9%.
Ocupados
Outra dado que a pesquisa mostra é o número de pessoas ocupadas. No Amazonas, o quantitativo caiu de 1.573.000 no último trimestre de 2018 para 1.550.000 no primeiro trimestre de 2019. Com isso, foram perdidos 23 mil postos de trabalho de um trimestre para o outro.
Outro agravante, segundo o IBGE, foi o aumento das pessoas na força de trabalho (ocupadas e desocupadas); esse grupo passou de 1.838.000 para 1.844.000 entre o último trimestre de 2018 e o primeiro trimestre de 2019.
Brasil
Em todo o País, a taxa de desemprego subiu subiu para 12,7% no primeiro trimestre, atingindo 13,4 milhões de brasileiros. É o maior índice de desocupação desde o trimestre terminado em maio de 2018.
“Dos 13 milhões de desempregados, 1/4 procura emprego há mais de dois anos. Isso acarreta uma perda de qualificação, que afasta ainda mais as pessoas do mercado de trabalho, porque esse conhecimento se torna obsoleto, e cria círculo vicioso no mercado”, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.
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