
O mercado imobiliário registrou crescimento de 12% nas vendas no primeiro trimestre de 2019, quando foram movimentados R$ 120 milhões diante de um cenário econômico ainda instável. O resultado foi superior ao alcançado no mesmo período do ano passado, quando o setor atingiu R$ 107 milhões em vendas de imóveis, conforme o Censo Imobiliário divulgado nesta terça-feira (30), pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM) e Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM).
O presidente da Ademi-AM, Albano Maximo, destacou que o mercado está otimista e que espera, mesmo diante de situações previdenciárias pendentes, que venha a crescer. “Alguns problemas de base foram resolvidos, como por exemplo, o distrato que não tínhamos nenhuma base legal que fortalecesse e embasasse isso”, disse.
O diretor da Comissão da Indústria Imobiliária do Sinduscon-AM, Marco Bolognese, ressaltou que, desde o final do ano passado, há um crescimento em todos os segmentos imobiliários em Manaus, apesar das dificuldades com a transição de governo.
“Nós tivemos um quarto trimestre de 2018 excelente para todos os segmentos. Não só o Minha Casa Minha Vida, mas o médio e alto padrão voltaram a vender. E agora o primeiro trimestre de 2019 foi melhor do que o ano passado. Os números falam por si só, mesmo com toda a dificuldade de um novo governo”, destacou Bolognese.
2019
Das vendas no primeiro trimestre deste ano, 460 foram do padrão econômico, 59 nos demais padrões verticais e 55 em unidades horizontais.
Houve apenas um lançamento de empreendimento residencial vertical, que representou 220 unidades, entre janeiro e março de 2019. No mesmo período do ano passado, não aconteceu nenhum lançamento. Já durante todo o ano de 2018, foram lançados seis empreendimentos, que representaram 2.140 unidades, todas do padrão econômico.
Uma mudança de cenário também chamou a atenção quanto ao bairro com mais unidades residenciais vendidas, já que no primeiro trimestre o Lírio do Vale ultrapassou o Tarumã com 63,6%. Já o bairro Ponta Negra foi o menos procurado, representando 1,4% das vendas.
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