
Presidente do sindicato dos peritos divulgou vídeo conclamando professores a defender ambas categorias por melhores salários. Foto: Reprodução
Uma trégua na polêmica entre disparidade salarial entre as categorias de professores e peritos foi dada pela presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Amazonas (Sinpoeam), Viviany Pinto, que gravou um vídeo divulgado nas redes sociais, se solidariezando pela luta dos profissionais da educação, que estão em greve desde segunda-feira (15).
No vídeo, Viviany conclama os professores a se unirem aos peritos para uma mobilização pela valorização das classes profissionais, nesta quinta-feira (18), durante assembleia extraordinária, no Instituto Médico Legal (IML), onde os peritos vão decidir pela paralisação da categoria na próxima semana.
Na pauta, a negativa do Governo do Estado em pagar a data-base dos Peritos, Legistas e Odontolegistas da Polícia Civil.
Nesta quarta-feira (17), professores em greve por salários e peritos em vias de parar estavam em pé de guerra. Os professores bombardeiam os peritos por conta da disparidade salarial entre as duas categorias. O portal foi apurar os salários dos peritos, para ver o que há de real nessa polêmica.
Além dos salários, que foram reajustados em 42% ano passado, os peritos dão turnos de trabalho de dois dias por semana. Eles recebem 30% por título de mestrado e 35% por doutorado.
A discussão salarial tem como pano de fundo a possibilidade de paralisações em série no Estado. Professores estão parados, médicos e peritos ameaçam parar.
O Governo do Estado pagou reajustes prometidos na gestão Amazonino Mendes. Mas ultrapassou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Com isso fica engessado para oferecer reajustes salariais com ganhos reais (acima da inflação). E as datas-bases de diversas categorias estão chegando.
[KGVID]https://s3.amazonaws.com/img.portalmarcossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/04/18044814/WhatsApp-Video-2019-04-18-at-07.55.40.mp4[/KGVID]
Os aumentos salariais da categoria no ano passado foram de R$ 4.076,86 para R$ 24.752,83, e entraram em vigor de maneira retroativa em 1º de janeiro de 2018.
Ocorre que os peritos reclamam dos salários de outra categoria, os delegados. E os delegados acabaram de receber a confirmação do pagamento data-base do Governo do Estado.
Na Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (15), os peritos ocuparam a galeria do plenário, com a reivindicação de serem incluídos no projeto de reajuste.
O perito é “acusado” de receber até R$ 40 mil. Um delegado da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por exemplo, lotado no interior, recebe remuneração líquida de R$ 45.194,14, bem acima do teto de 90,25%. A referência é o salário do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e corresponde a R$ 35.462,22.
Os dados estão no Portal da Transparência do Governo do Amazonas, referente ao mês de março.
Segundo o secretário de Estado da Fazenda (Sefaz), Alex Del Giglio, “se há um valor mais alto que os 90,25% do teto do STF, inclui férias, decisão judicial ou outras verbas”.
O super salário de R$ 45 mil é de um delegado que atua no município de Humaitá, conforme o Portal da Transparência.
A remuneração total legal do servidor aparece com o valor de R$ 52.418,72. Os descontos são de R$ 7.224,58 e, por fim, o “líquido disponível” é no valor de R$ 45.194,14.
A assessoria do Governo do Estado publicou o quadro de remuneração básica dos peritos. Veja abaixo:
