
Uma mulher, que teve a identidade preservada, procurou o 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na tarde de segunda-feira (8), para registrar um Boletim de Ocorrência (BO) contra o médico clínico geral Julio Adriano da Rocha Carvalho, 33, denunciado por estupro pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM).
A mulher procurou a delegacia depois de saber do caso através de notícias divulgadas em redes sociais. Com mais uma denúncia, sobe para quatro o número de vítimas do médico.
Conforme o depoimento da vítima, no dia em que foi aliciada, ela foi a uma unidade de saúde à procura de tratamento para uma infecção urinária. Após trancar a porta, o médico teria pedido para que a vítima retirasse a roupa e utilizado o mesmo modus operandis que fez com as outras três vítimas.
A polícia tomou conhecimento quando a vítima comentou o caso também através de redes sociais. A mensagem viralizou.
A Polícia Civil (PC) ainda está em procedimento de investigação sobre o caso. Se confirmado, o MP-AM poderá representar para que essa vítima seja na inclusa no processo que já está na Justiça.
O caso
Julio Adriano da Rocha Carvalho foi afastado do cargo, após ser denunciado à Justiça pelo Ministério Público do Amazonas por estupro de duas pacientes. Segundo a denúncia, três pacientes procuraram a polícia para prestar queixa a respeito da conduta do profissional. De acordo com os depoimentos, o clínico geral se aproveitou de sua condição para abusar das pacientes enquanto as examinava.
As vítimas foram uma professora, uma cobradora de ônibus e uma estudante. O médico as trancava dentro do consultório, passava as mãos nos seus seios e tentava agarrá-las a força, sendo que para uma delas, ele chegou a mostrar seu órgão genital e tentou penetrá-la.
A primeira denúncia ocorreu em 2016, onde uma professora relatou ter sido aliciada durante uma consulta na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Campos Sales, na zona oeste de Manaus. Na época, a mesma afirmou ter registrado um Boletim de Ocorrência no 24º DIP. Já a outra denúncia ocorreu em agosto de 2018. Uma cobradora de ônibus afirmou ter sido trancada dentro do consultório e agarrada pelo médico. O caso também aconteceu na UPA Campos Sales.
A última vítima, uma estudante, afirmou que a tentativa de estupro aconteceu em uma clínica particular, onde o clínico geral tentou penetrá-la. Ela disse que, dias depois do crime, Julio Adriano ficou mandando mensagens na tentativa de “terminar o que começaram”.
Durante coletiva de imprensa na semana passada, o promotor Edinaldo Medeiros afirmou que o médico foi afastado do seu cargo e que as providências em torno do caso estão sendo tomadas. No primeiro momento, o MP-AM pediu representação de apenas duas das três vítimas. Ainda estão sendo levantadas provas das circunstâncias para formalizar a inclusão da terceira vítima no processo.
Reportagem: David Batista
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