
Foto: Seap
O deputado estadual Álvaro Campelo (PP) se reuniu com o presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas no Amazonas (Abracrim-AM), Cândido Honório Neto, e o representante da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Daniel Benvenutti, para discutir a iniciativa de transferir ao preso a responsabilidade de alguns serviços previstos em contrato com a empresa Umanizzare, que gerencia unidades prisionais no Estado.
A reunião ocorreu na segunda-feira (8), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). De acordo com Campelo, o custo do preso no Amazonas é de R$ 4.027, ultrapassando a média no Brasil, que é de R$ 3,1 mil. “A indicação ao Governo do Estado é para que os serviços de manutenção predial, lavanderia, padaria e limpeza sejam executados pelos próprios presidiários e não pela empresa que administra o sistema penitenciário. Com o preso trabalhando para custear sua pena, o contrato milionário pago à Umanizzare será reduzido substancialmente”, explica Campelo.
Segundo o presidente da Abracrim-AM, o objetivo principal da iniciativa é enxugar gastos e, acima de tudo, possibilitar aos presos a chance de ressocialização. “O interesse do Legislativo, a partir do deputado Álvaro Campelo, é essencial para o prosseguimento do projeto. Queremos viabilizar uma audiência pública para debater uma gestão eficiente e aproveitar o trabalho dessas pessoas, resultando na redução de custos aos cofres públicos do Estado” disse Neto.
O Amazonas é um dos Estados que mais gastam com a administração do sistema prisional no Brasil, gerando um custo adicional de R$ 134 milhões anuais aos cofres públicos.
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