O médico Julio Adriano da Rocha Carvalho, 33, foi afastado do cargo após ser denunciado a Justiça pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) por estupro de duas pacientes. Segundo a denúncia, três pacientes procuraram a polícia para dar queixa a respeito da conduta do profissional.
De acordo com os depoimentos, o clínico geral se aproveitou de sua condição para abusar das pacientes enquanto as examinava. As vítimas foram uma professora, uma cobradora de ônibus e uma estudante. O médico as trancava dentro do consultório, passava as mãos nos seus seios e tentava agarrá-las a força, sendo que para uma delas, ele chegou a mostrar seu órgão genital e tentou penetrá-la.
A primeira denúncia ocorreu em 2016, onde uma professora relatou ter sido aliciada durante uma consulta na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Campo Sales. Na época, a mesma afirmou ter registrado Boletim de Ocorrência (BO) no 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Já a outra denúncia ocorreu em agosto de 2018. Uma cobradora de ônibus afirmou ter sido trancada dentro do consultório e agarrada pelo médico. O caso aconteceu também na UPA do Campo Sales. A última vítima, uma estudante, afirmou que a tentativa de estupro aconteceu em uma clínica particular, onde o clínico geral tentou penetrá-la e que dias depois do crime, ele ficou mandando mensagens na tentativa de “terminar o que começaram”.
O promotor Edinaldo Medeiros, durante coletiva de imprensa, afirmou que o médico foi afastado do seu cargo e que as providências em torno do caso estão sendo tomadas. No primeiro momento o Ministério Público pediu representação de apenas duas das três vítimas.
Ainda estão sendo levantadas provas das circunstâncias para formalizar a inclusão da terceira vítima no processo. O MP também protocolou um pedido de explicações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) para que dê explicações do por quê de não ter sido instaurado um inquérito policial a partir do momento em que primeira denúncia foi realizada no 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Foi solicitado também a tomada de documentos como passaporte, registro profissional médico, e uso de tornozeleira eletrônica com intuito de evitar que réu tente fugir para fora do país e não exerça a profissão enquanto estiver em processo de investigação.
Até o momento o acusado não foi ouvido pelo Ministério Público. Mas o MP afirma que as provas são consistentes para formalização das medidas tomadas.
*A foto utilizada anteriormente por esse Portal para ilustrar a matéria mostrava outro médico, Adriano Antônio da Silva Pedrosa, que atendia em um posto de saúde em Marceneiro, povoado de Passo de Camaragibe, região Norte de Alagoas, que foi preso nesta sexta-feira (29) acusado de violentar pacientes durante atendimento. A imagem foi atualizada e agora corresponde com caso em questão.
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