
Mais de 639,1 mil pessoas foram vacinadas contra a H1N1, no Amazonas, até a última sexta-feira (5), informou a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). O número equivale a 63% de cobertura vacinal da população-alvo da ação no Estado, que registra 33 mortes pela doença.
A campanha está em andamento em todas as cidades do interior para o grupo prioritário, que são crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, trabalhador de saúde e professores da rede pública e privada, indígenas aldeados, idosos com mais de 60 anos, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e portadores de outras condições clínicas especiais, como doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica e doença hepática crônica.
Para quem ainda não foi vacinado, basta buscar o atendimento em uma das salas de vacinação em todo o Estado. As salas estão localizadas em Unidades Básicas de Saúde do interior.
Já em Manaus, a Campanha de Vacinação contra a H1N1 foi encerrada nesta sexta-feira, totalizando 455.083 pessoas imunizadas, o que corresponde a cobertura de 101% da meta da campanha na capital.
Mortes
A 18ª edição do Boletim Epidemiológico da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), da FVS-AM, informa que permanecem em 998 casos notificados de SRAG, os 120 positivos para o Vírus da Influenza A (H1N1), e agora, são 170 para Vírus Sincicial Respiratório (SRV).
O relatório mostra ainda que subiu para 33 o número de mortes por H1N1 no Estado, sendo 26 deles em Manaus. No interior, continuam os três em Manacapuru; Parintins, Itacoatiara, Japurá e Urucurituba tem um caso cada um.
Em relação ao vírus sincicial, também houve aumento, com o registro de 17 óbitos no Amazonas, sendo agora, 15 na capital, e permanecendo um em Borba e outro em Manacapuru. Em relação a óbitos por outros vírus respiratórios, continuam o da última edição divulgada na quarta-feira (3): um óbito por Parainfluenza tipo 3 e um pelo vírus Metapneumovírus em Manaus. No interior, um óbito por Influenza A não subtipável no município de Maués.
Nesta edição, o boletim continua apontando que as pessoas vulneráveis que estão desenvolvendo síndrome respiratória aguda grave são aquelas incluídas no grupo prioritário da campanha de vacinação que está em curso no interior do Estado. Dos 53 pacientes graves que evoluíram para óbitos, entre fevereiro e março de 2019, 46 deles faziam parte de grupo de risco mais suscetíveis, ou seja, 86%, com destaque para crianças menores de 5 anos, idosos, pessoas com diabetes, pneumopatas, pessoas com obesidade e neuropatas.
Prevenção
O diretor-presidente em exercício da FVS-AM, Cristiano Fernandes, informa que nesta fase do monitoramento epidemiológico percebe-se que diminuiu o número de atendimentos nas unidades de saúde. “Apesar do decréscimo no número de atendimento de SRAG, ainda assim, é essencial manter as medidas de prevenção e proteção individual e a necessidade de aderir à campanha de vacinação”, avalia.
Cristiano ressalta que ainda há registros de casos graves e aumento de óbitos, principalmente pelo vírus sincicial. “É importante que as mães de filhos pequenos evitem exposições das crianças em lugares aglomerados e também com pessoas gripadas ou resfriadas, para evitar o adoecimento dos pequenos”, disse.
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