
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), Josué Neto (PSD), disse nesta quarta-feira (27), durante sessão, que será convocada uma reunião do colegiado de líderes com a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em até dois dias, para tratar sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos combustíveis. O deputado afirmou que não existe “nenhum interesse em engavetar” a CPI e que a mesa diretora “não receberá nenhum tipo de pressão”.
Durante a sessão da ALE, Josué Neto informou que a Procuradoria da Assembleia entregou, nesta quarta, a análise sobre a CPI. “Estamos recebendo hoje a análise da Procuradoria da Casa. Em seguida, ou hoje ou amanhã, nós estaremos convocando uma reunião do colegiado de líderes, em conjunto com a CCJ. A partir desta reunião, vamos definir a data que a CPI será instaurada ou arquivada”, explicou o presidente da ALE.
O parlamentar disse que a Casa está trabalhando nos detalhes técnicos para que a CPI dos combustíveis não ‘acabe em pizza’ e que não aceitará nenhum tipo de pressão. “A mesa diretoria não receberá nenhum tipo de pressão. Estamos dentro do que pede o nosso calendário, da legalidade. Nós não podemos abrir uma CPI pra acabar em pizza, não podemos abrir uma CPI hoje para ela ser questionada na Justiça amanhã”, afirmou Neto.
O presidente da Assembleia lembrou que a população sempre acredita que as CPIs ‘acabam em pizza’ e disse que a Casa está fazendo todo o procedimento com cautela, prudência e respeito. “Não existe nenhum interesse em engavetar esta CPI”, disse Josué Neto.
A CPI
Em fevereiro, oito deputados estaduais (Álvaro Campelo (PP), Serafim Corrêa (PSB), Wilker Barreto (PHS), Roberto Cidade (PV), Joana Darc (PR), Dermilson Chagas (PP), Felipe Souza (Patri) e João Luiz (PRB)) assinaram o pedido de instalação da CPI para investigar os constantes aumentos no preço da gasolina repassados ao consumidor e possível prática de cartel cometida pelos postos de combustíveis de Manaus.
O Procon Manaus, inclusive, entregou um documento à ALE com notas fiscais, notificações, autos de infração e outros documentos que sugerem a combinação de preços entre os postos de combustíveis.
Texto: Laís Motta
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