
EXCLUSIVO Doutores e mestres serão adjuntos na Suframa. Considerado um técnico, o novo superintendente, coronel Menezes, visitou prefeito (esquerda) e governador, cumprindo o ritual político, e agora foi buscar os melhores currículos da caserna para assessorá-lo
O superintendente da Suframa, coronel Alfredo Menezes, enviou para Brasília os nomes dos quatro superintendentes adjuntos do órgão. Decidiu seguir à risca recomendação direta do presidente Jair Bolsonaro: “Não podemos errar”. Dos quatro, dois têm doutorado, um tem mestrado e outro é ex-superintendente da autarquia.
O Portal do Marcos Santos recebeu os nomes de uma fonte de Brasília. E teve acesso à formação deles, a partir de fontes do Exército, já que três são coronéis da reserva. Veja:
Superintendente Adjunto Executivo (SAE) – Coronel Sandro Rogério Ferreira Gomes
Estava na ativa, no Exército Brasileiro, e foi para a reserva com o convite do coronel Menezes, ex-companheiro de farda. Ele é “coronel de intendência”, isto é, trabalhou com administração e gestão financeira na ativa. O montante, sob a supervisão dele, no Comando Militar da Amazônia (CMA), foi superior a R$ 200 milhões/ano. Tem 35 anos de experiência na gerência de orçamentos e é considerado um dos técnicos mais preparados da área. É uma promessa de administração com mão de ferro, no orçamento da Suframa.
É considerado um dos maiores especialistas na chamada “Amazônia Profunda”. Foi comandante do Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) e do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs). São os dois comandos mais importantes do CMA. O coronel Alcimar tem três mestrados e foi adido militar do Brasil na Bolívia.
O coronel Tavares foi orientador do superintendente da Suframa no doutorado em Planejamento e Gestão. A área que vai comandar diz respeito ao comércio exterior. Ele foi adido militar do Brasil nos dois principais parceiros comerciais da Zona Franca, China e Coreia.
Foi superintendente interino da Suframa, na vacância do cargo após o pedido de demissão de Thomaz Nogueira. É considerado um dos técnicos que mais conhecem o órgão, do qual é funcionário concursado. Havia, nos bastidores, uma disputa velada pelo cargo entre ele e o até então adjunto da SAP, Marcelo Souza Pereira. Alfredo Menezes decidiu que Marcelo será o principal assessor pessoal dele. Vai trabalhar diretamente no gabinete do superintendente. Ele tem repetido que não pode “dispensar o trabalho de um técnico desse nível”.
O superintendente afirma que escolheu os superintendentes adjuntos da Suframa para atender o presidente Jair Bolsonaro. Em reunião fechada na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), ele deu pistas dos perfis dos adjuntos. “São todos grandes técnicos, especialistas renomados em suas áreas. A gente não pode errar”, disse, segundo uma fonte que participou da reunião.
Menezes tem prometido valorizar os técnicos da casa, que sempre se queixam do pouco caso dos superintendentes. “Vocês sempre se mostraram indignados com a politicagem na Suframa. Pois aqui está um doido disposto a assinar embaixo do trabalho técnico de vocês. Contem comigo”, disse, em reunião realizada terça-feira, no auditório, com o funcionalismo da autarquia. Foi aplaudido de pé.
Outra frase, também pronunciada na Fieam, deixa clara a intenção do novo superintendente. “Os adjuntos que escolhemos conhecem muito bem as áreas onde vão trabalhar. Vocês conhecem a qualidade e o alto nível de formação que temos no Exército Brasileiro. Agora chegou a hora de mostrar essa qualidade, baseada em planejamento, fiscalização e austeridade”.
A nomeação dos adjuntos depende ainda de publicação no Diário Oficial da União (DOU) e deve ocorrer nos próximos dias. Sem querer confirmar ou desmentir os nomes, o superintendente disse apenas: “São todos profundos conhecedores da Amazônia. Todos têm formação técnica indiscutível. Nós não podemos errar”, repetiu.
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