
“Estrela” foi apontada como suspeita da morte da jovem por sua relação com “Carlinhos”, rival de Luciana, esposa do narcotraficante Marcos Roberto Miranda da Silva, o Marcos Pará. Foto: Divulgação
Presa por ultrapassar o perímetro permitido com o uso de tornozeleira eletrônica e com uma pistola 380 dentro do carro, Luciana Uchoa Carodos, 35, a “Estrela”, trouxe à tona o assassinato ainda não resolvido da recepcionista Bruna Freitas Rodrigues, 23, que trabalhava no Barolo e era namorada do traficante Carlos Alberto Soares dos Reis, 26, “Carlinhos do Alvorada”.
Mais de oito meses após o homicídio de Bruna, executada na madrugada do dia 21 de maio de 2018, na Colônia Japonesa, bairro Parque Dez, zona Centro-Sul, a polícia não tem solução para o caso.
“Estrela” foi apontada como suspeita da morte da jovem por sua relação com “Carlinhos”, rival de Luciana, esposa do narcotraficante Marcos Roberto Miranda da Silva, o Marcos Pará. O próprio namorado foi apontado como suspeito do crime.
A morte da recepcionista do Barolo sempre esteve ligada a disputa por tráfico de drogas e queima de arquivo. Fontes, na época, contaram que o alvo era o casal, Carlos e Bruna. No caso da jovem, porque ela sabia demais.
Um vídeo gravado no dia da execução da recepcionista, mostra ela, “Carlinhos” e seguranças saindo de uma casa de forró no Alvorada, quando ocorreu um tiroteio em plena via. O confronto ocorreu em frente à casa Forró Du Chefe, na rua Abílio Alencar. As imagens mostram Bruna correndo para escapar das balas e se jogando debaixo de um carro.
A gravação foi feita às 4h20 de segunda (21/05). A trama envolve a disputa entre Comando Vermelho (CV) e Família do Norte (FDN) pelo tráfico de drogas em Manaus.
O CV, originado no Rio de Janeiro, no Amazonas é dissidência da FDN. Gelson Carnaúba, o Mano G, dirige o Comando. Ele enfrenta o comando de Zé Roberto da Compensa e João Branco, da chamada FDN Pura. A disputa é sangrenta.
Policiais militares das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) prenderam, em flagrante, Luciana, esposa de Marcos Pará, condenado pela morte do delegado Oscar Cardoso e que cumpre pena no presídio federal do Rio Grande do Norte. Além de Pará, o narcotraficante João Pinto Carioca, o João Branco, líder da Família do Norte (FDN), também foi condenado pelo crime.
Mesmo com tornozeleira eletrônica, “Estrela” é apontada como uma das comandantes do tráfico no Alvorada. Ela foi detida dirigindo um HB20, de placas QNH- 2971, na avenida Desembargador João Machado (Estrada dos Franceses). A mulher de Marcos Pará teria assumido o controle da venda de drogas na área após sua prisão em unidade federal.
Luciana foi apontada no ano de 2015 pela Polícia Federal como a responsável pela contabilidade e lavagem do tráfico comandado pelo marido. Atualmente, ela cumpria prisão domiciliar e usa tornozeleira eletrônica, conforme a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

Mais de oito meses do homicídio da recepcionista do Barolo, que namorava o traficante Carlinhos, polícia segue sem solucionar o caso. Foto: Divulgação
A recepcionista do Barolo deixou uma filha de 5 anos. Carlos Alberto é da FDN. O rival dele, pelo comando do tráfico nas Alvoradas e vizinhanças, é Alexsandro Oliveira dos Santos, 32. “Sandrinho”, como é conhecido, estava entre os 35 fugitivos do Centro de Detenção Provisória Masculino II (CDPM II).
Carlinhos, que comanda o tráfico de drogas nas Alvoradas, tem dois apelidos: “Mal” e “Panda”. A namorada o homenageou com uma tatuagem de um urso panda no braço. “O Carlinhos movimenta em torno de R$ 200 mil, em drogas, por semana, na região do Alvorada”, disse uma fonte policial.
Carlinhos e Sandrinho, mais os capangas deles, teriam protagonizado o tiroteio flagrado pelas câmeras no ano passado, na noite antes de Bruna aparecer morta. Uma parte dos envolvidos, os que correm atrás de Bruna e Carlinhos (camisa azul), não foi identificada.
Bruna escapou correndo, deitou embaixo de um carro, conforme mostra o vídeo. As imagens correspondem às roupas que usava quando seu corpo foi encontrado no Parque Dez.
O traficante estaria acompanhado de Lágrima, Matheuzinho e Danilo, conhecidos capangas dele. O curioso é que os agressores fogem e Bruna parecia estar segura. No dia seguinte apareceu morta com quatro tiros.
A polícia considera a gravação fundamental para elucidar o crime. Veja o vídeo:
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O narcotraficante João Pinto Carioca, o João Branco, um dos líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN), foi condenado a 30 anos e 2 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do delegado da Polícia Civil, Oscar Cardoso. O crime ocorreu em 2014. A sentença foi proferida ano passado, no dia 14 de abril, por volta de 1h.
A Justiça começou a julgar quatro acusados de participação na morte. Além de João Branco, foram condenados Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, a 25 anos e 11 meses de detenção; Diego Bruno de Souza Moldes, que levou 25 anos e 11 meses; e Messias Maia Sodré, condenado a 21 anos e 4 meses.
Segundo o Ministério Público, João Branco teria planejado a morte do delegado Oscar na tentativa de se vingar de quem havia participado de suposta tortura e estupro de sua companheira, e acreditava que o delegado, que fazia parte de um força tarefa da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), estaria envolvido.
Oscar Cardoso foi executado com 20 tiros no dia 9 de março de 2014, quando estava numa peixaria, localizada no bairro de São Francisco, zona Sul de Manaus.
Os réus foram condenados pelos crimes de associação criminosa e homicídio doloso, por motivo torpe, meio cruel e por impossibilidade de defesa da vítima.
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