
Clínicos comunicam suspensão dos serviços no Estado, a partir de 1º de fevereiro, por conta dos atrasos em salários. Presidente da Cooperclim, Uildeia Galvão (foto) tem sinal verde do Sindicato dos Médicos
Os clínicos são os primeiros médicos a iniciar o processo formal de suspensão do contrato com o Governo do Amazonas. A Sociedade de Clínica Médica do Amazonas S/S Ltda (Cooperclim) recebeu sinal verde do Sindicato dos Médicos para o rompimento. O rompimento contratual ocorreria a partir das 7h do dia 1º de fevereiro.
“Do ponto de vista jurídico, com base na Lei 8.666/93, perfeitamente cabível a suspensão do contrato”, diz o Simeam. E “se torna imoral obrigar os profissionais que prestam serviços médicos, e não estão recebendo, permanecer pagando para trabalhar”, acrescenta.
Os médicos, reunidos em associações das diversas especialidades, estão em rota de choque com o Governo Wilson Lima. Nesta segunda, secretários estaduais de Fazenda e Saúde disseram não haver dinheiro para cobrir o gasto com saúde de dezembro. “O Estado destinará 60% das suas receitas de janeiro para a saúde”, disse Alex Del Giglio. O total de caixa é de R$ 108,3 milhões, para custeio de toda a máquina estadual. Os 60% correspondem a cerca de R$ 65,7 milhões, menos que o valor gasto em dezembro/2018.
Os médicos reagiram imediatamente ao anúncio de que não receberão sequer os salários de dezembro. Há associações com atrasos desde outubro do ano passado. “Queremos receber em ordem cronológica. O atraso é inaceitável”, disse o presidente do Simeam, Mário Viana, em entrevista à Rádio Diário, nesta terça (29/01).
A ameaça de paralisação circula entre os grupos de médicos nas redes sociais. A presidente da Cooperclim, Uildeia Galvão, deu o primeiro passo com a consulta jurídica ao Simeam para romper o contrato.