
Presos serram cela no Compaj (foto), numa tentativa de fuga que reflete a tensão no presídio neste fim de ano. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
Os presos do regime fechado, que estão no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), tentaram uma fuga nesta madrugada. “Foi dado um alerta e a polícia revistou as celas. Só encontrou uma delas serrada”, disse uma fonte.
A inteligência das forças de segurança descobriu a preparação de uma fuga em massa. Às 23h de sábado (22/12), segundo a fonte, 12 celulares foram atirados pela muralha. Os policiais conseguiram evitar que chegassem aos destinatários. “Foi uma espécie de senha para a rebelião, mas o policiamento conseguiu agir a tempo”, afirma.
Integrantes de Batalhão de Guardas, Força Nacional e Comando de Policiamento Especial (CPE) acorreram ao local. Eles estavam acompanhados de funcionários da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap).
“Fizemos uma busca completa, pelas matas, e vistoria no presídio. Ninguém fugiu, mas a tentativa de fuga está caracterizada, até porque havia uma cela serrada. Tudo foi controlado e a vigilância vai aumentar”, garantiu um oficial da PM.
O trabalho de controle dos presos passou a contar, praticamente em tempo integral, com apoio do helicóptero da PM, que sobrevoa o local.
A morte do agente penitenciário Alexandro Rodrigues Galvão, 37, dia 1º/12, provocou “castigos” para os presos do regime fechado do Compaj. Ele recebeu uma estocada no pescoço no pavilhão 3. O estoque é a arma mais comum dos presos. O principal castigo foi a proibição de visitas. Isso aumentou a tensão no presídio.
Há notícias de tentativas de fuga e a vigilância foi intensificada. Eles não terão visitas neste Natal, nem no Ano Novo, segundo uma fonte da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP). Por isso é que o trabalho da polícia no local não pode relaxar.
No Réveillon de 2016 para 2017 56 presos foram mortes no Compaj, no maior massacre da história do Amazonas. Foi também o segundo maior do País, só perdendo para o do Carandiru.
Outros 255 presos fugiram, aproveitando a confusão provocada pelo massacre.
Cabeças de presos foram usadas como bola de futebol.
As autoridades de segurança pública utilizam todos os recursos para evitar que algo assim se repita, neste Réveillon 2018/2019.
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