21/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Em áudios, agentes penitenciários avisam que não vão abrir cadeias neste domingo, em protesto

Publicado em 01 de dezembro, 2018

Agente Alessandro Galvão foi assassinado no Compaj por detentos hoje, deixando dois filhos. Foto: Reprodução

A morte do agente penitenciário Alessandro Rodrigues Galvão, 37, durante início de rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no KM 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), será alvo de protestos neste domingo (2) por servidores que atuam no sistema prisional. Ele trabalhava para a Umanizzare.

Em áudios que circulam nas redes sociais, agentes de outros unidades estão mobilizando a categoria para realizar mobilização na entrada de acesso da Força Nacional, em protesto contra o assassinato do agente, que estava de serviço.

Sobre a paralisação, a assessoria da Umanizzare informou que não tem a informação, mas que será verificada em relação aos agentes de ressocialização. A Umanizzare afirmou que a unidade está com segurança reforçada e a normalidade restaurada. Nas seis unidades prisionais atuam 1.400 colaboradores da empresa, incluindo agentes.

Cadeia fechada

“Não vamos abrir cadeia amanhã, não terá visita, nenhum tipo de funcionamento. É hora dos agentes se unirem. É um absurdo tirarem a vida assim”, diz uma mulher identificada como agente no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat).

Em nota, a Umanizzare Gestão Prisional confirmou, com profundo pesar, a fatalidade ocorrida na tarde deste sábado, no Compaj, que levou à morte um agente de ressocialização que estava em serviço.

A empresa, neste momento, presta toda assistência à família da vitima. As investigações já estão sendo conduzidas pelas forças de segurança.

A Umanizzare ressalta ainda que o ato foi isolado e que a unidade prisional está sob controle e, neste momento com reforço policial. A empresa acrescenta, também, que irá colaborar com todo o processo de averiguação feito pela Secretaria de Segurança e pela polícia.

O crime

O agente penitenciário Alessandro Rodrigues Galvão, 37, já chegou sem vida ao Hospital e Pronto Socorro Delphina Aziz, na zona Norte de Manaus, após ser ferido de morte por uma facada no pescoço.

Alessandro teria sido levado para dentro de uma cela, onde foi esfaqueado. O motivo dos presos é a insatisfação com os procedimentos de revista e proibição de entrada de visitantes flagrados com celular e drogas. Alessandro Rodrigues Galvão deixa esposa e dois filhos, um de 2 anos de idade e outro de 20 anos.

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