19/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

IML identificou 13 corpos a partir de análise minuciosa de ossadas

Publicado em 28 de novembro, 2018

Segundo o diretor do IML, no caso das ossadas humanas, é retirado um fragmento do fêmur para realização das análises de DNA. Foto: Divulgação

O trabalho minucioso e delicado de análise de ossadas humanas resultou na identificação de 13 pessoas este ano pelo Instituto Médico Legal (IML), em Manaus. O órgão é vinculado ao Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

De acordo com o diretor do IML, Lin Hung Cha, em 2018 foram remetidas para análise 41 casos de fragmentos de ossadas humanas, sendo quatro do sexo feminino e 37 do sexo masculino.

Corpos

Quando a Polícia Militar ou a Polícia Civil encontram um corpo em avançado estado de decomposição ou fragmentos de ossos, os peritos do DPTC são acionados para fazer a análise e a identificação do indivíduo. Inicialmente, quando não há elementos que permitam a identificação da vítima, a investigação inicia entre os desaparecidos.

“No caso de pessoas desaparecidas, iniciamos a investigação a partir de elementos informados pela família, como a última roupa que a pessoa estava, se tinha tatuagens ou marcas no corpo, informações sobre o local. Nos demais casos, a análise preliminar é feita através das roupas ou de objetos achados próximos ao corpo ou a ossada”, explicou.

Análise

Segundo o diretor do IML, no caso das ossadas humanas, é retirado um fragmento do fêmur para realização das análises.

“Retiramos um fragmento do fêmur e comparamos com o sangue de familiares próximos como mãe ou filhos. Todo material coletado é encaminhado ao laboratório de DNA para análise e identificação da vítima”, disse Lin Hung Cha.

DNA

A gerente do Laboratório de DNA e Genética Forense do Instituto de Criminalística (IC), também vinculado ao DPTC, Daniela Koshikene, explicou que quanto maior a exposição a que o corpo ou a ossada for submetido, mas complexa se torna a análise.

“As metodologias aplicadas são mais demoradas e onerosas. Quando um corpo está esqueletizado, fica exposto ao ambiente, o que provoca degradação. Quanto mais degradado o material, mais difícil e complexa a análise”, esclareceu.

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