
Policiais civis, PMs e agentes de outros estados participam do segundo Curso de Operações Táticas Especiais (Cote). Fotos: Divulgação
Até o final do ano o Amazonas terá mais um grupo de pelo menos 10 policiais de elite treinados em operações e recursos especiais, prontos para entrar em ação em situações críticas, como sequestros com reféns, combate ao narcotráfico e ocorrências táticas.
Policiais civis, PMs e agentes de outros estados participam do segundo Curso de Operações Táticas Especiais (Cote), realizado pela Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM), sob direção do delegado Juan Valério. Policiais que pretendem ingressar na Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) também passam pelo treinamento. Há instrutores do Fera e de outros Estados.
“A Core gerencia todos os recursos especiais da Polícia Civil, tendo o grupo Fera, a capacitação de policiais, armamento e munições, o Grupo Aéreo, o Canil e uma equipe de investigação”, explica Juan Valério.
Desde a última quarta-feira (14), véspera de feriado da Proclamação da República, e até esta terça-feira, Dia da Consciência Negra, várias operações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) estão em curso a partir de locais levantados pela investigação da Core, direcionando força para ações em manchas criminais da capital.
“E nas operações, os policiais em treinamento estão realizando incursões e táticas especiais. O objetivo do curso é formar combatentes e operadores táticos, que leva ao extremo e exige muito fisicamente, onde só ficam os melhores entre os melhores, altamente treinados. Em um período de 90 dias eles estão em tempo integral à disposição do treinamento, que conta com reforço de unidades de outros estados e de forças militares, como a Tigre, do Paraná, e a Core, do Rio de Janeiro, fazendo intercâmbio”, conta o diretor da Core.
MódulosCom alunos ainda do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima, além do Amazonas, o curso é coordenado pelo Fera e tem diversos módulos, incluindo instruções teóricas, operacionais, primeiros socorros, rapel, tiro, patrulhas urbanas, mergulho, saltos de helicóptero, entre outras atividades, em diversos ambientes.
Futuramente, os policiais poderão contar com dois novos equipamentos na Core do Amazonas, um tanque tático, que está em fase de construção, e uma torre de rapel.
TanqueO tanque tático, segundo explica Juan Valério, é uma piscina com dimensões reduzidas externas, e profundidade de 5 metros, para treinamento operacional da polícia.
“Operamos muito com lanchas e temos que ter a doutrina de procedimento caso se caia no rio com colete balístico, tem que saber nadar com armamento. Tudo é feito pela capacitação no ambiente controlado”.
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O tanque tático é uma versão de piscina rústica, com dimensão externa adequada para treinamento controlado e sem riscos, bem como profundidade diferenciada visando reproduzir a densidade de rios, simulando ao máximo a realidade.
No tanque, policiais farão exercícios e atividades de flutuabilidade equipados, com e sem armamento; nado utilitário; salvamentos; mergulho com e sem cilindro; técnicas de apneia; entre outros.
VerticalNa torre vertical serão feitos treinamentos com técnicas de rapel; resgate em locais de difícil acesso; técnicas específicas de fast hope; embarque e desembarque tático utilizando esqui de helicóptero, dentre outras possibilidades.
Com os novos espaços, o Core-AM poderá realizar intercâmbio e treinamento com outras unidades operacionais civis e militares, além de poder dar mais segurança para os militares envolvidas nas operações.
