
Além da ossada, polícia encontrou farto material que podem ter servido para práticas de crime (Foto: Divulgação)
Uma ossada humana foi encontrada na manhã desta quinta-feira (25) no bairro da União, Zona Centro-Sul de Manaus, durante nova Operação Bertillon da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), por meio da Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop). Esse é o segundo corpo encontrado em uma semana.
A ação foi focada na colheita de provas pela polícia científica para incrementar investigações em curso que apuram a existência de uma espécie de “tribunal do crime” no local conhecido como Buritizal, onde a polícia já desmontou um observatório utilizado por traficantes e encontrou corpos enterrados.
O secretário executivo adjunto de Operações da SSP, Guilherme Torres, explica que o objetivo é extrair vestígios de homicídios que aconteceram no local para, posteriormente, identificar e prender os responsáveis pelos crimes. “Executamos a operação no sentido de isolar a área de modo a colher todo tipo de provas disponíveis e assim chegarmos aos autores e municiar o Ministério Público de autoria e materialidade”, disse.
Na semana passada, foi encontrado o que supostamente seriam os restos mortais da jovem Amanda Viana Rebouças, desaparecida desde o dia 23 de agosto deste ano. A ultima vez que a jovem foi vista, estava na companhia de um homem identificado apenas pelo apelido de “Mano”, na rua Buriti, no mesmo bairro onde corpo foi localizado. Na ocasião casal chegou a entrar na residência de uma conhecida.
Diversas ações vêm sendo realizadas na área com o objetivo de inibir e desarticular o crime organizado no local. O “Buritizal” é usualmente utilizado como “tribunal do crime”, por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Durante a operação realizada nesta quinta-feira, a polícia encontrou e destruiu o que seria um novo abrigo utilizado pelos criminosos. Além apreender objetos encontrados no local, que possam servir de provas para elucidação de alguns crimes.
Os restos mortais encontrados durante a manhã de hoje foram levados para sede do Instituto Medico legal (IML), onde passará por exame de identificação.
Reportagem David Batista
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