
Empresa de segurança patrimonial de Sabino, segundo PF, fez saque de R$ 2,5 milhões de uma só vez, valor que deveria ser pago em 19 meses. Foto: Arquivo
O deputado federal Sabino Castelo Branco é um dos envolvidos na Operação “Cashback”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (11), em Manaus, decorrente de investigações e delação das operações Maus Caminhos e Custo Político.
O esquema levantado a partir de material decorrente de apreensões, provas e testemunhos, desviou um montante estimado de R$ 140 milhões dos cofres públicos.
Na “Cashback” foram presos o ex-deputado estadual e advogado Lino Chícaro, e o empresário Sérgio Bringel, dono do Grupo Bringel. A PF tem como foragido o irmão do senador Omar Aziz, o empresário Murad Aziz.
De acordo com a Polícia Federal, Sabino era o beneficiário dos recursos públicos federais desviados por meio da empresa Confiança Segurança Patrimonial, que mantinha contratos com o Instituto Novos Caminhos (INC), de propriedade do empresário Mouhamad Moustafa, apontado como líder da organização criminosa descoberta na Operação Maus Caminhos.
A PF não fez a prisão de Sabino por motivos de saúde. Há um ano o deputado federal sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e continua em estado grave, internado.
A Confiança fez um saque bancário de R$ 2,5 milhões, de uma única vez, em 2015, valor corresponde ao que a empresa teria a receber durante 19 meses – no período de outubro de 2014 a maio de 2016, conforme aponta o inquérito. Uma delação premiada também confirmou as relações empresariais e políticas entre Mouhamad e Sabino.
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