
Dos seis candidatos ao Governo, quatro apresentaram propostas de gestão para os próximos quatro anos. Foto: Divulgação
Dois 6 candidatos ao Governo do Estado com pedidos de registro feitos ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), pelo menos quatro apresentaram junto com a documentação, certidão e declaração de bens, propostas para governador o Amazonas nos próximos quatro anos.
Candidato à reeleição, Amazonino Mendes (PDT) e Berg da UGT, do Psol, não encaminharam projetos de gestão no registro de candidatura.
O senador Omar Aziz (PSD), da coligação “Amazonas com Segurança”, apresentou o documento “Orientação Geral para Elaboração do Plano de Governo da Coligação”, no qual lembra que foi secretário de Obras de Manaus, vice-prefeito, secretário de Segurança Pública, vice-governador e governador.
“Sou candidato a governar mais uma vez o Amazonas. Não para repetir o que já fiz, mas para inaugurar uma nova mentalidade de Governo. É preciso substituir o modelo esgotado e implantar uma gestão conectada com as melhores práticas contemporâneas”, diz no documento.
Abordando um tema bastante em voga, a segurança pública, a proposta afirma que para diminuir os índices de criminalidade e violência, não basta ter policiamento ostensivo e comunitário. No projeto a coligação anuncia o programa “Ronda Total”, mas sem entrar em detalhes.
“O Amazonas necessita de novas estratégias contra o avanço do narcotráfico. É preciso unir tecnologia, inteligência, programas de educação e geração de renda, obras públicas e ações sociais num grande projeto de repressão e prevenção em parceria com Governo Federal, Prefeituras, Judiciário, Igrejas e ONGs. Nós vamos realizar esse projeto. Será o Ronda Total”.

Ex-governador de mandato tampão e atual presidente da Assembleia Legislativa, David Almeida (PSB), da coligação “Renova Amazonas”, apresentou um plano de governo com 28 páginas, dividido por setores e temas.
“Ficou bastante clara a nossa necessidade de despertar novas vocações, tais como a biotecnologia, a mineração, a produção de alimentos (piscicultura, por exemplo), as indústrias criativas e de tecnologias de informação, de investir em infraestrutura, sobretudo energia e transportes, de criar novas rotas e diferentes modais, de fortalecer o turismo e os arranjos produtivos locais, de modernizar a segurança pública e os serviços de saúde”, afirma o documento.
É meta do plano que o Amazonas seja reconhecido nacionalmente, até 2030, como o melhor Estado da Região Norte para se viver.
Entre alguns pontos da proposta estão “erradicar a miséria e reduzir significativamente as desigualdades sociais e
regionais”, além de uma série de programas, que vão desde ajuste fiscal, até valorização dos profissionais da educação.
Na saúde, o candidato propõe implantar, por exemplo, o “Saúde Agendada”, inaugurar plenamente o Hospital e Pronto Socorro da Zona Norte; implantar o Nova FCecon; dotar a saúde pública de infraestrutura laboratorial, parque de imagem e atendimento cardiovascular; desenvolver o projeto “Hospital da Amazônia: Saúde sobre as águas”; e implantar o projeto “Telessaúde do Amazonas”.
Na área de segurança, David Almeida propõe ter os programas “Ônibus Seguro”, “Polícia nas Ruas” e “Trânsito Feliz”, além de promover revitalização da Polícia Técnico-Científica; implantar o “Repressão Qualificada aos Crimes contra a Pessoa”; e criar o programa de acompanhamento da população sujeita à reincidência criminal.
Estreante em disputas majoritárias, Sidney Cabral, do PSTU, foi o que apresentou, digamos, o plano de governo mais radical, afirmando que o Amazonas precisa de uma revolução socialista, fazendo um chamado “à rebelião dos explorados contra os exploradores”.
No documento, o PSTU faz críticas até mesmo ao governo PT, que não ajudou a melhorar a transferência de renda. Entre os programas, o candidato propõe construir em todo o Estado um plano de obras públicas que contemple construção de moradias populares, escolas e hospitais, que gerem emprego na construção civil.
No setor de economia, o candidato pretende realizar concurso público em todo o estado e isentar de impostos os desempregados, que ficarão isentos de pagar suas contas de água e luz; assim como prevê transporte gratuito para estudantes e quem está sem emprego.
Defesa incondicional da luta dos sem-tetos; desapropriação, sem indenização, de propriedades que estão para especulação; intervenção e estatização dos serviços de transportes coletivos; fim da isenção de ICMS; e estatização das escolas particulares, com consequente aumento das vagas para garantir acesso à educação pública em todos os níveis são outras propostas incluídas para um futuro governo do PSTU.

Também estreante em disputa para cargos majoritários, o apresentador de TV Wilson Lima (PSC), do “Transformação por um novo Amazonas”, apresenta um plano de governo amplo, no qual faz um resumo do Estado nas primeiras páginas: “décadas de descaso nos levaram a esta situação de desespero, onde, especialmente
para quem é carente, não se tem opções mínimas de dignidade, onde vidas se perdem de forma banal à espera nas filas da saúde, ou na ausência de segurança nas ruas”.
O documento cita que a “população não quer obras faraônicas, arenas ou viadutos pomposos distantes de suas realidades, ou mesmo a inauguração de hospitais ou escolas, que não passam de prédios vazios sem prestar os serviços deles esperados. A população quer que o Estado funcione, quer que os serviços mais previstos na Constituição sejam prestados, pois esse é o quadro que nos encontramos, onde nem o mínimo existe”.
Batendo na tecla da segurança, Wilson Lima e a coligação estimam aumentar o efetivo das forças por concurso público, além de fazer a integração do policiamento velado junto ao ostensivo, e investir em tecnologia, com a implantação de sistema de monitoramento inteligente na capital, usando a já existente rede de fibra óptica, onde se observará o fluxo veicular em pontos estratégicos da cidade, identificando-se as placas, permitindo a solução de crimes.
No quesito economia, o grupo quer reduzir tributos para empresas que aderirem aos programas de incentivo ao
jovem aprendiz, ao primeiro emprego, à reinserção no mercado de trabalho, bem como a empregabilidade de mulheres chefes de famílias e de outras pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Eles também propõem a criação de um programa de geração de emprego e renda alternativos, com promoção
de cursos profissionalizantes, identificação de vocações e potencialidades econômicas locais, assim como a ampliação das linhas de financiamento da Afeam, além da criação do programa de agricultura urbana e suburbana.
A coligação fala em realizar um estudo para a construção em Manaus, de uma nova Estação Hidroviária de suporte para o transporte de passageiros e cargas oriundos dos municípios do interior e de outros Estados; e de cooperar com o Governo Federal para a recuperação completa da BR-319.
Também no plano de governo consta a continuação do Prosamim na capital e no interior, com as devidas correções das falhas socioambientais do programa, especialmente a insuficiência nas indenizações e a inexistência de tratamento de esgoto; retorno imediato da Expoagro, inativa há quatro anos; e realização de estudos para minoração do impacto mensal das despesas geradas pela Arena da Amazônia.
