08/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Juiz ouve 11 acusados da morte do soldado Portilho e julgamento deve acontecer no início de 2019

Publicado em 15 de agosto, 2018

Juiz Mauro Antony terminou nesta quarta-feira de ouvir todos os 11 réus acusados da morte do soldado Portilho. Foto: Arquivo

O juiz Mauro Antony, titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, encerrou nesta quarta-feira (15), a audiência de instrução e julgamento na ação proposta pelo Ministério Público Estadual (MP-AM), que acusa 11 pessoas da morte do policial militar Paulo Sérgio Portilho, ocorrida em 26 de maio do ano passado, na invasão Buritizal, bairro Nova Cidade, zona Norte de Manaus.

No mesmo processo, o juiz já tinha ouvido as testemunhas de defesa e acusação. Agora, com a oitiva dos réus, o próximo passo é abrir prazo para as alegações finais do Ministério Público e das defesas dos réus. Decorridos os prazos, o magistrado vai trabalhar na sentença de pronúncia.

Julgamento em 2019

De acordo com o juiz Mauro Antony, não havendo recurso da defesa em relação à pronúncia, quem, dentre os réus, for a júri popular poderá ser julgado no primeiro semestre de 2019. O magistrado enfatiza a rapidez no andamento do processo, mesmo sendo uma ação com 11 acusados e muitas testemunhas.

“Conseguimos ouvir todas as testemunhas arroladas pelo MP e isso facilitou. Hoje pudemos ouvir os 11 réus. No decorrer desse interrogatório tivemos alguns réus que confessaram a participação e outros não. Então vamos trabalhar agora na sentença de pronúncia. Se não houver recursos, vamos ver uma data no primeiro semestre de 2019 para fazer o júri”, disse Mauro Antony.

Um réu morto

A ação iniciou com 12 acusados, porém, no decorrer da instrução uma pessoa foi morta – no dia 3 de junho de 2017 –, e teve o nome retirado do processo, com aval do Ministério Público do Estado do Amazonas. O processo segue agora com 10 homens e uma mulher acusados de homicídio qualificado.

O caso

A partir de investigações em campo e de testemunhas, Portilho foi morto quando foi à invasão para obter informações sobre compra de terrenos. Ele estava com uma blusa que tinha o brasão da polícia, foi rendido e assassinado.

No corpo foram desferidos 13 golpes de faca e o mesmo foi enterrado em pé, um tipo de assinatura para execuções. O local foi encontrado por uma cadela do canil da PM.

Portilho desapareceu no dia 26 de maio de 2017, após sair de casa para o trabalho de segurança em uma pizzaria. Após denúncia de uma testemunha, a polícia foi à invasão e achou o corpo do policial enterrado.

Envolvidos

Diretamente ligado à facção criminosa Família do Norte (FDN), o traficante Fábio Barbosa de Souza, o “Índio” foi o último preso acusado de envolvimento na morte do soldado.

Fábio também é apontado como um dos autores do homicídio do cantor Melvino de Jesus Júnior, que era conhecido como “Júnior”, líder do grupo musical Júnior e Banda, ocorrido no dia 29 de abril de 2017, no município de Codajás.  Melvino foi confundido com um traficante alvo do crime.

“Filé” e “Gigante”

No homicídio do soldado Portilho, Fabio estava na invasão Buritizal consumindo drogas, quando foi acionado pelo traficante “Filé”, que trabalhava para o “Gigante” (Rodolfo Barroso Martins, 25), ambos presos pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

“Índio” recebeu ordem para abordar uma pessoa na invasão, rendendo-a e tirando a arma de Portilho.

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