
PP ameaça romper com Alfredo Nascimento porque candidatos a deputado estadual, como Belarmino Lins, de sete mandatos, se sentem discriminados pelo PR
Os 23 candidatos a deputado estadual pelo Partido Progressista (PP) ameaçam romper com o candidato ao Senado Alfredo Nascimento. Eles se sentiram discriminados porque o PR não aceitou coligação para deputado estadual com a sigla. Entre os revoltosos estão os deputados estaduais Belarmino Lins e Dermilson Chagas, além da vice-prefeita de Coari, Mayara Pinheiro.
Uma reunião foi realizada na casa do empresário Francisco Garcia, entrando pela noite, para discutir o assunto. A revolta entre os candidatos era patente. Eles saíram de lá dispostos a convocar a imprensa para anunciar o rompimento.
O PP é a sigla da candidata a vice na chapa de Amazonino Mendes, Rebecca Garcia. Os candidatos ameaçam trocar Alfredo pela senadora Vanessa Grazziotin. A senadora, por outro lado, não cumpriu acordo com Francisco Garcia, presidente do PP. Ela o chamou para suplente, na chapa que enfrentou Arthur Virgílio, em 2010. E prometeu que se licenciaria do cargo quatro anos depois para que Garcia assumisse, promessa que ignorou.
Os 23 candidatos pepistas anunciam entrevista coletiva, nesta segunda (06/08), para anunciar o rompimento com Alfredo. “As chances de um acordo são mínimas. Houve várias tentativas de entendimento, mas o PR foi radical em não aceitar a aliança”, disse uma fonte do PP.
As coligações para as eleições proporcionais são necessárias visando atingir o número de votos que elegerá parlamentares. A legislação eleitoral exige que, para eleger deputados, coligações ou partidos atinjam o “quociente eleitoral”. Esse número mínimo é calculado com votos válidos para deputado estadual, por exemplo, divididos pelas 24 vagas na Assembleia.
O Amazonas tem 2.428.100 eleitores, nesta eleição de 2018. A abstenção para deputado estadual e deputado federal sempre é baixa. Dos mais de 2,2 milhões que votaram, em 2014, apenas cerca de 160 mil votaram branco ou se abstiveram para deputado estadual. O quociente eleitoral para a Assembleia foi superior a 90 mil votos.
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