
O saldo após mais de sete dias de greve, foram mais de 2,1 milhões de pessoas prejudicadas. Vândalos depredaram 61 ônibus, das empresas Eucatur, Global Green, Açaí Transportes e Expresso Coroado nas proximidades do Terminal 4
O Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM) marcou para esta quinta-feira (5) uma reunião na sede sindical, às 16h, para tratar da retomada do indicativo de greve da categoria.
Os rodoviários ameaçam uma nova paralisação para Manaus, idêntica a que ocorreu entre os dias 27 de maio e 4 de junho, quando chegaram a parar até 100% da frota da capital, mesmo descumprimento a legislação e decisões da Justiça do Trabalho.
Na pauta dos rodoviários, segundo o presidente do STTRM, Givancir de Oliveira, estão o atraso de salários, do vale, o não pagamento de lanche de trabalhadores e da cesta básica e plano de saúde, além de excessos de demissões por justa causa.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) não foi notificado de qualquer paralisação ou indicativo, e a assessoria de comunicação informou que os termos do acordo estão valendo e sendo cumpridos.
A greve de sete dias foi encerrada no dia 4 de junho, quando o Sinetram e o Sindicato dos Trabalhadores chegaram a um acordo sobre o dissídio coletivo referente aos anos 2017/2018 e 2018/2019. A reunião mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), durou mais de cinco horas.
Após a reunião, ficou acertado o reajuste de 3,5% para o dissídio coletivo 2017/2018, e de 1,69% para 2018/2019, que foi ajustada para 5,5%. A previsão do sindicato das empresas é ter 100% da frota operando nas primeiras horas desta terça-feira (5).
Os valores serão pagos pelas empresas entre o início do mês de julho e o final do mês de agosto. Quanto à contratação de horistas, um dos pontos divergentes da pauta, ficou acertado que entre os meses de maio de 2018 e abril de 2019, as empresas podem contratar 10% do sistema, de um total de 8 mil colaboradores.
O saldo após mais de sete dias de greve, foram mais de 2,1 milhões de pessoas prejudicadas. Vândalos depredaram 61 ônibus, das empresas Eucatur, Global Green, Açaí Transportes e Expresso Coroado nas proximidades do Terminal 4 (T4).
A confusão ocorreu depois que sindicalistas pararam os terminais de linha, que ficam dentro do T4. Apenas este ano já foram 15 paralisações irregulares. Atualmente, o sistema transporta 750 mil pessoas por dia, com a frota de 1.260 ônibus em 229 linhas.
Veja mais notícias em Cidade