22/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Garantido faz uma segunda noite com alegorias que se transformam e agitam a galera

Publicado em 01 de julho, 2018

Diferente da primeira noite, Garantido apostou nos detalhes e nas transformações, além de manter forte a tradição da brincadeira de boi bumbá da Baixa. Fotos:

Um Garantido diferente da primeira noite entrou na arena do Bumbódromo, neste sábado (30), determinado a conquistar o título de 53º Festival Folclórico de Parintins, defendendo o subtema “Diversidade e Resistência”.

Apostando num repertório com toadas de vários anos, onde a tônica foi animação, o bumbá da Baixa convenceu a Galera mostrando também alegorias bem acabadas e organização no Conjunto Folclórico, além de dar destaque à cênica em vários momentos da apresentação.

Boi do Povão

O “Boi do Povão” entrou na arena com a tradicional contagem vindo num guindaste em cima da Galera. A seguir, a toada “Miscigenação” foi cantada pelo Levantador Sebastião Júnior, mostrando realmente que era um boi disposto a fazer diferente da noite anterior. O apresentador Israel Paulain chamou o Amo Tony Medeiros, que tira o primeiro verso exaltando Parintins como a “Capital do Boi-Bumbá”.

Na alegoria Celebração Folclórica “Cores da Fé”, a Sinhazinha Djdja Cardoso inovou e veio de Iasã. Ao descer da alegoria, a indumentária mudou e ela evoluiu ao som da toada “Sinhazinha Linda”.

A alegoria da Figura Típica “Caboclo Sacaca” do artista Rogério Azevedo trouxe a Porta-Estandarte Edilene Tavares. Ao redor foi realizada uma cênica ressaltando as crenças e atividades dos “curadores” da região.

Mostrando que o “Auto do Boi” tornou-se parte integrante fundamental nas noites do Garantido, durante o Tributo a Lindolfo Monteverde, o Garantido fez homenagem ao seu fundador: o “Pai Francisco”, João Paulo Faria, e a “Catirina”, Márcia Siqueira, cantaram “Desejo de Catirina”.

Diversidade

Na hora da Celebração Indígena “Puraçi-Çáua”, que exaltou a diversidade cultural dos povos indígenas, foi defendido os itens tribos indígenas, coreografia, organização e celebração.

A grandiosidade, aliada aos detalhes, e a perfeição dos movimentos e transformações chamaram atenção na alegoria da Lenda Amazônica “Matintaperê” do artista Roberto Reis, que foi responsável por levar ao bumbódromo a Rainha do Folclore Brenda Beltrão. A Galera ficou em êxtase com a transformação da velha em coruja.

Ritual

Fechando a apresentação do “Boi do Povão”, a alegoria do Ritual Indígena “Iniciação Marupiara”, obra do artista Marialvo Brandão (também rica em detalhes) trouxe o Pajé André Nascimento e a seguir, a Cunhã Poranga Isabelle Nogueira, que evoluiu ao som da toada “Deusa das cunhãs”.

O bumbá encarnado saiu da arena com 2 horas e 28 minutos ao som da toada “Eu nasci para ser vermelho”. Confirmando que fez uma boa apresentação nesta noite, a Batucada e os brincantes foram para debaixo das arquibancadas comemorar brincando de boi.

 

 

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