
Rodrigo César Campelo Soares pagou fiança e vai responder em liberdade pelo crime. Foto: Divulgação
Rodrigo César Campelo Soares, 28, e Roger Batista de Souza, 36, foram presos após operação da Polícia Civil para identificar furto de água em lava a jatos. Os estabelecimentos estão localizados na avenida Presidente Kennedy, bairro Santa Luzia, zona sul da capital.
Os proprietários dos estabelecimentos onde foram identificadas as irregularidades, foram presos em flagrante pela prática ilícita. De acordo com a autoridade policial, a ação foi realizada em parceria com técnicos da Manaus Ambiental e peritos do Instituto de Criminalística (IC).
“Iniciamos as investigações quando um representante da Manaus Ambiental nos relatou que dois imóveis, sendo o primeiro em nome de Frederico Dantas Alves e o segundo em nome de Leonardo Barreto Rocha, apresentavam ligação direta, sem o consentimento da concessionária. Dessa forma, protocolamos a requisição de perícia para agendarmos a operação policial”, explicou o delegado.

Roger Batista de Souza também pagou fiança e vai responder ao crime em liberdade. Foto: Divulgação
Inspeção – Conforme Vasconcelos, no primeiro endereço, as equipes foram recebidas por uma funcionária. Ela argumentou que o proprietário do imóvel não estava presente no lugar, no entanto, autorizou que as equipes iniciassem a inspeção no fornecimento de água no local. Ao longo dos trabalhos, foi verificado que o lugar funcionava como posto de lavagem e não possuía poço artesiano.
“De fato estavam utilizando o abastecimento da Manaus Ambiental para manter a atividade comercial do lugar. Em seguida, o proprietário do estabelecimento, Rodrigo, chegou e nos informou que usava o poço artesiano de um posto de lavagem ao lado. Durante a fiscalização, constatamos que havia uma ligação diretamente da rede de abastecimento da Manaus Ambiental, que abastecia, com água, todo o imóvel, além de uma caixa d’água de cinco mil litros”, disse o delegado.

Foto: Divulgação
O titular da DECFS relatou que ao longo das diligências foi identificado que Rodrigo exercia a atividade no local há cerca de um ano e seis meses, mas após alegar que tinha um problema no poço artesiano, o infrator autorreligou o abastecimento de água de forma irregular. Após a perícia, foi cortada diretamente da rede a ligação irregular do fornecimento de água do imóvel.
“No segundo estabelecimento também fomos recebidos por um funcionário. Ele nos informou que o proprietário, Roger, estava a caminho. No local, observamos que tinha um poço artesiano. Contudo, estava danificado, sem possibilidade de uso. Durante a inspeção, encontramos também uma ligação diretamente à rede de abastecimento da Manaus Ambiental”, informou Thomaz Vasconcelos.
Para concluir, o delegado disse que a ligação identificada era responsável pelo fornecimento de água para todo o imóvel e para a caixa d’água de cinco mil litros. O lugar não possuía hidrômetro e a ligação era factível, ou seja, quando o usuário é cadastrado no Sistema de Gestão de Serviços (GSAN), mas não solicita formalmente a ligação e a realiza por conta própria.
Fiança – Rodrigo e Roger foram conduzidos ao prédio da especializada, onde foram autuados em flagrante por furto de água. A autoridade policial arbitrou fiança no valor de R$ 2 mil para Rodrigo e de R$ 1 mil para Roger. Após o pagamento do valor estipulado, eles foram liberados para responder pelo crime em liberdade.
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