
Na madrugada do dia 25 de novembro de 2017, o advogado Wilson de Lima Justo Filho, de 35 anos, morreu depois ser baleado pelo delegado Gustavo Sotero, que efetuou disparos dentro do Porão do Alemão. Foto: Arquivo
A audiência do delegado da Polícia Civil do Amazonas, Gustavo de Castro Sotero, que matou o advogado Wilson de Lima Justo Filho, no dia 5 de novembro de 2017, teve início nesta quinta-feira (14), por volta das 9h,30, no Fórum Ministro Henoch Reis, zona Centro Sul de Manaus.
A juíza titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, Mirza Telma de Oliveira Cunha, conduz a audiência. A oitiva se dará da seguinte forma: interrogatório de testemunhas de acusação, de defesa e do Juízo, sendo oito delas requisitadas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE), quatro testemunhas arroladas pelo Juízo e 13 pela defesa do réu.
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De acordo com a intimação, compareceram na audiência as três vítimas de lesão corporal ocorrida no dia do crime, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira – esposa do advogado, Maurício Carvalho Rocha e Iuri José Paiva Dácio de Souza. O réu tem o direito de assistir ao depoimento das testemunhas, mas não é obrigado.
O Cartório da 1ª Vara do Tribunal do Júri reservou as datas de 24 e 25 de julho deste ano para a sequência da audiência de instrução, caso todos os intimados não sejam interrogados nesta quinta. Além disso, três testemunhas, residentes fora de Manaus, serão ouvidas por meio de carta precatória, sendo uma na Comarca de Balneário Camboriú (SC) e duas na Comarca de Curitiba (PR).
Relembre o caso
Na madrugada do dia 25 de novembro de 2017, o advogado Wilson de Lima Justo Filho, de 35 anos, morreu depois ser baleado pelo delegado Gustavo Sotero, que efetuou disparos dentro do Porão do Alemão.
Ao efetuar os disparos, mais três pessoas ficaram feridas, entre elas a esposa do advogado, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, de 31 anos, que foi baleada na perna esquerda.
Yuri Paiva, de 45 anos, foi baleado no abdômen e Maurício Rocha, de 35 anos, foi atingido no dorso esquerdo. Os três sobreviventes foram levados para Hospital Pronto-Socorro 28 de Agosto.
Testemunhas informaram que o delegado teria começado a encarar a mulher da vítima, assim o advogado foi falar com o suspeito e acabou sendo morto.
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