
Casal de empresários foi assassinado em crime brutal, nesta quarta-feira, no Parque das Laranjeiras. Foto: Divulgação
O assassinato com tortura a que foi submetido o casal de empresários Maria Soliange Alves Vieira, 40, e Kazuyasu Takano, 68, passadas 24 horas de sua execução, ainda não pôde ser tipificado pela polícia se como duplo homicídio ou latrocínio (roubo seguido de morte).
As mortes com agressão física ocorreram, segundo a perícia, por volta das 10h de ontem, na chácara que tinham na rua Barão do Rio Branco, Parque das Laranjeiras, zona Centro-Sul de Manaus.
Segundo o Boletim de Ocorrência registrado no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), o casal Maria e Kazuyasu foi encontrado morto no local. As vítimas estavam amordaçadas e com pés e mãos amarrados. O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
O delegado Jeff David Mac Donald, titular da especializada, informou que as equipes de investigação estão realizando diligências para elucidar o caso. Ainda não é possível tipificar a natureza do crime.
Câmeras da chácara foram quebradas pelos autores do crime. Ontem havia uma hipótese de que os donos da floricultura pudessem ter reconhecido um dos infratores. No local havia um cachorro, mas vizinhos inicialmente não relataram ter percebido nada de estranho ontem de manhã.
Uma das hipóteses é de latrocínio, como explicou ontem o delegado plantonista Jone Clay, do 12o Distrito Integrado de Polícia (DIP), que atendeu a ocorrência. Com marcas de tortura, o casal foi morto por asfixia, causada por estrangulamento.
“Parentes localizaram o primeiro corpo, da Maria Soliange, após a escola do filho do casal ter ligado para entrar em contato, já que não havia aparecido ninguém para buscar a criança no colégio. Preocupados, familiares vieram até a chacará. Os corpos estavam a uma distância de 15 metros um do outro e há marcas de luta corporal no terreno. Câmeras de segurança também foram quebradas, mas a polícia já catalogou cerca de outras 12 câmeras no local, que serão utilizadas na investigação”, disse o delegado.
A mulher estava amarrada pelo tornozelo, mãos e pescoço, e provavelmente foi torturada numa árvore. O marido estava com os pés amarrados e de bruços, e ambos não tinham marcas visíveis de tiros no corpo. “A causa provável da morte teria sido enforcamento, e os infratores usaram um machado para causar ferimentos”, falou Jone.
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