13/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Em pedido a Temer, prefeito de Figueiredo alerta que decreto pode deixar mais de 4 mil trabalhadores desempregados no município

Publicado em 08 de junho, 2018

Foto: Divulgação

O prefeito de Presidente Figueiredo, Romeiro Mendonça (PDT), publicou em veículos de comunicação e nas redes sociais, nesta sexta-feira (8), uma carta aberta ao presidente da República, Michel Temer, pedindo que ele não leve adiante o decreto 9.394, que visa reduzir de 20% para 4% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as fabricantes de concentrados de bebidas não-alcoólicas. No texto, o prefeito diz que a medida pode desempregar mais de 4 mil trabalhadores do município, ligados indiretamente à Zona Franca de Manaus.

De acordo com o prefeito Romeiro Mendonça, o setor de concentrados beneficia de forma significativa a produção agrícola e a agroindústria de Presidente Figueiredo, o que contribui para o fortalecimento da economia no município. Cerca de 1.500 empregos indiretos e 3.100 empregos diretos estão ameaçados em razão da possibilidade de retirada de incentivos fiscais, especialmente dos IPI concedidos aos concentrados e bebidas não alcoólicas, produzidos no Polo Industrial de Manaus.

Leia também:Bancada federal conversa com Temer e confirma reunião com ministro da Fazenda na terça sobre corte de incentivos da ZFM

 “A retirada desses incentivos fiscais pode resultar em milhares de demissões no município de Presidente Figueiredo e em muitas outras empresas no restante do Amazonas. Frente à ameaça que esta nova legislação representa, apelamos à sensatez do presidente Michel Temer para que intervenha em favor dos trabalhadores amazonenses, não permitindo esse duro golpe à economia do Estado”, disse o prefeito.

Decreto

O decreto 1.934, assinado pelo presidente Michel Temer no dia 30 de maio deste ano, pretende reduzir a alíquota do IPI para concentrados de refrigerantes de 20% para 4%, colocando em risco a permanência de várias indústrias instaladas no Amazonas.

Para o prefeito Romeiro Mendonça, que classificou a iniciativa do Executivo Federal “um atentado à Zona Franca de Manaus”, é inconcebível a aprovação da lei. “Além dos incontáveis danos que serão causados na economia do Estado, o decreto fere a segurança jurídica obtida com a Constituição da República de 1988 e inúmeras decisões do Supremo Tribunal Federal”, salientou.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.