
Robério Braga reaparece em parceria com Unesco e Arquivo Nacional que vai ajudar a recuperar e preservar documentos históricos do Amazonas
Manaus está a um passo da inclusão no programa Memória do Mundo, destinado a preservar documentos raros, únicos e insubstituíveis. A Academia Amazonense de Letras, em parceria com Unesco, Arquivo Nacional e Mow Brasil, fará a oficina técnica preparatória. Participarão os profissionais que atuam em arquivos e coleções que reúnem documentos especiais brasileiros. Será na segunda, dia 18/06, como parte de comemorações do centenário de fundação da instituição.
O Memória do Mundo foi criado em 1992, para preservação e acesso ao patrimônio cultural mundial. Tem atribuições similares ao Patrimônio da Humanidade que se destina a monumentos edificados e sítios. A explicação é do escritor Robério Braga, presidente da Academia, ressaltando que, pela primeira vez, esse evento ocorre em Manaus.
A oficina pretende treinar pessoal já qualificado e habilitado em arquivos públicos, privados, civis, militares e eclesiásticos. Gente que se interesse pela preservação, de modo a identificar peças que possam ter representação mundial relevante. Ou, se for o caso, buscar o certificado da nominação junto a Unesco, em edital que será divulgado em breve.
O Memória do Mundo está no Brasil desde 2006, chamado MOW Brasil, com 17 membros. Publica, anualmente, edital para acolher pedidos de registros e nominações como patrimônio. Isso já sucedeu com os documentos referentes à Guerra Cisplatina e com o acervo do maestro Carlos Gomes, por exemplo.
O Amazonas ainda não possui nenhuma nominação. O Pará já conseguiu incluir duas peças importantes de seus arquivos nesse programa, sob coordenação geral do Arquivo Nacional. A arquiteta Jussara da Silveira Derenji, estudiosa do tema na Região Amazônica, especialmente na belle époque, preside esse trabalho.
A oficina é gratuita, e os interessados podem se inscrever em [email protected], até 18/06. Vai das 9h às 13h, na sede da Academia, na rua Ramos Ferreira 1009, ao lado do Instituto Benjamin Constant. Independente de inscrições, a Academia e o Programa convidam técnicos e especialistas de arquivos locais para participarem do evento.

Academia Amazonense de Letras fica na esquina das ruas Ramos Ferreira e Tapajós, no Centro de Manaus
Serão oficineiros as doutoras Jussara Derenji e Maria Ana Quaqlino, que integram o Comitê Brasil. E Robério Braga, ex-secretário estadual de Cultura, que tratará de arquivos no âmbito documental amazonense.
Veja mais notícias em Cidade