
Atual gestão foi impedida de ter acesso à unidade hoje e fez um BO. MP pediu intervenção na fundação. Foto: Arquivo
Um dia depois do anúncio de intervenção do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) na Fundação Centro de Analise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), com gestão feita hoje pela Azione Educação, a disputa pelo unidade chegou ao uso de força e até registro de Boletim de Ocorrência na polícia.
Em nota publicada nas redes sociais, a Azione Educação informou que nesta quinta-feira (7) ocorreu uma arbitrária entrada de antigos gestores e atual conselho da fundação nas portarias 1 e 2 da instituição, sem qualquer respaldo jurídico.
A comunicação aos funcionários da Azione e Faculdades Fucapi presentes se deu através de escolta armada por empresa particular, exigindo saída imediata.
A Azione acrescentou que a Polícia Militar foi informada sobre o caso e um BO foi registrado no 7º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e “nossos advogados estão tomando as devidas providências”.
Na nota, a empresa reitera a posição de apoiar a decisão do Ministério Público em conduzir a intervenção na instituição, estimando a recuperação da Fucapi, uma das mais renomadas instituições de ensino do Estado do Amazonas.
Segundo o Boletim de Ocorrência, ao qual o Portal Marcos Santos teve acesso, vigilantes armados impediram a entrada dos novos gestores da Azione, cujo contrato com a Fucapi tem cessão de 30 anos.
Foi registrado que até o momento não houve nenhuma decisão judicial e nenhum interventor foi nomeado, e que a empresa tem receio do que pode ser feito nas dependências do imóvel, uma vez que existem vários objetos de valor no local, como computadores, tablets e até mesmo obras de arte.
A Azione cita que durante os 45 dias em que está à frente da posse do local, diversas benfeitorias foram realizadas.
Segundo o comunicado emitido ontem pela Azione, a intervenção na Fucapi será “temporária” e visa a “continuidade de sua recuperação”. Em janeiro, o Ministério Público divulgou que a fundação acumulava dívidas em torno de R$ 100 milhões.
O MP também emitiu nota esclarecendo a situação da Fucapi. O documento, assinado pela promotora de Justiça Kátia Maria Araújo de Oliveira, relata a atuação do órgão ministerial junto à Justiça com a finalidade de regularizar a situação da instituição e aponta irregularidades no negócio celebrado entre a empresa Azione e o Conselho Diretor da fundação, via contrato, por meio do qual se autorizou a empresa a explorar economicamente as atividades educacionais.
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