24/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Arthur vai ao Centro de Comando de Segurança e garante que ônibus voltam às ruas ainda hoje

Publicado em 02 de junho, 2018

Arthur Neto no CICC

Prefeito Arthur Neto acompanhou a saída dos ônibus das garagens no CICC. Foto: Divulgação

Após algumas horas de paralisação em Manaus, os ônibus retornam à ruas da capital amazonense neste sábado (2/06). O prefeito Arthur Neto foi ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Segurança, na zona Centro-Sul, para buscar parcerias para conter a greve dos rodoviários.

Em entrevista aos jornalistas, ele informou que a frota foi liberada e logo mais todos os ônibus estarão circulando em Manaus. Ele afirmou que a população paga preço diário com essas paralisações. “Faço um apelo às partes envolvidas que sentem e se reúnam e cheguem a conclusão que a cidade anseia. Em hipótese alguma concederei reajuste tarifário”, disse o prefeito.

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Ele ainda ressaltou que espera que a greve não continue nos próximos dias. “Essa greve prejudicou muito a todos”, afirmou.

 

Impasse

Depois de quase seis horas de reunião na sexta-feira (1º/06), não houve um acordo entre os Sindicatos dos Rodoviário e das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). Os rodoviários estão com as atividades paralisadas desde a terça-feira (26).

Os pontos de impasse referem-se ao abono nas faltas referentes aos dias parados na greve, à compensação de horas extras e feriados somente por acordo de convenção coletiva e ao recuo nas ações judiciais contra o sindicato dos trabalhadores.

Durante a reunião, o Sinetram ofereceu reajuste de 1,5% a partir de agosto – a categoria pedia, no mínimo 3%. Além disso, os empresários propõem parcelamento de féria e a substituição de 40% da mão-de-obra. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, considera a proposta “indecorosa”.

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O procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) Jociney Nascimento mediou as negociações, com participação da Prefeitura de Manaus. “Eu tentei ponderar para todas as partes para que houvesse um consenso, porque a sociedade está precisando. Há muitas pessoas que estão no Centro e não têm condições de retornar. Acho que acima de qualquer interesse trabalhista está o interesse público e a sociedade, que está sendo penalizada com essa discussão”, disse.

Greve

Esse é o quinto dia consecutivo de paralisação, que já prejudicou mais de 1,3 milhão de pessoas. Na terça-feira mais de 350 mil pessoas foram prejudicadas, quarta-feira mais de 255 mil e na quinta e sexta-feira, mais de 700 mil usuários ficaram sem ônibus.

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