03/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Sinetram afirma que 70% dos ônibus estão circulando no segundo dia de greve. 700 mil pessoas devem ser prejudicadas em 48h

Publicado em 30 de maio, 2018

Ontem, segundo Sinetram, 350 mil pessoas foram prejudicadas com a greve dos rodoviários. Foto: Divulgação

No segundo dia de greve dos rodoviários, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) disse que cerca e 800 ônibus estão nas ruas nesta quarta-feira (30), o equivalente a 70% da frota da capital.

A categoria pede reajuste salarial de 6,5% referente à data-base de 2017 e também de 2018. O Sinetram disse que o reajuste máximo possível é de 4%. A frota total tem 1,3 mil coletivos.

Reunião

O Sindicato das Empresas esteve reunido ontem com o Sindicato dos Rodoviários e com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, que intermediou as negociações sobre o pleito dos rodoviários.

Devido a exigência do sindicato sobre a concessão de ganhos reais e a greve irregular, conforme decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o Sinetram entendeu por bem suspender as negociações até a normalização do serviço.

350 mil prejudicados

“A diretoria do Sinetram agradece a iniciativa e o apoio da Prefeitura no processo de negociação e acredita no diálogo como forma de solução para a crise. Continuaremos dispostos a dialogar, desde que respeitadas a lei, as decisões judiciais e a condição econômico-financeira do país e do setor, a qual não permite a concessão de vantagens incompatíveis com realidade”, destaca o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges.

Nesta terça, apenas 50% da frota operou durante o dia inteiro. Segundo um levantamento feito pelo Centro de Controle Operacional (CCO) do Sinetram, cerca de 350 mil pessoas foram prejudicadas. As nove empresas operam em 229 linhas, com 1,3 mil ônibus e transportam, em média, 750 mil pessoas.

Liminar

A pedido do Sinetram, a presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Eleonora de Souza Saunier, aumentou a multa imposta ao Sindicato dos Rodoviários de R$ 30 mil para R$ 200 mil por hora.

A decisão foi expedida no final da manhã desta terça-feira, 29, em virtude da paralisação dos rodoviários, que impediu que 100% da frota circulasse.

A desembargadora determinou, ainda, outra multa no valor R$ 90 mil pelo descumprimento da decisão judicial que declarou a greve dos rodoviários como ilegal e que determinava que a paralisação não ocorresse.

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