12/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Traficantes do Comando Vermelho são presos suspeitos de triplo homicídio em Balbina. No crime, ex-segurança de João Branco foi executado

Publicado em 28 de maio, 2018

“Alex Padeiro” (camisa preta) negou envolvimento com o crime que matou ex-segurança de João Branco. Márcio Orlan confessou e falou sobre dinâmica do ataque. Foto: Divulgação

Alexsandro Campos da Costa, “Alex Padeiro”, e Márcio Orlan Silva de Jesus, o “Gordinho” foram presos como envolvidos no triplo homicídio ocorrido no dia 18 de março deste ano, em Balbina, quando um dos ex-seguranças do narcotraficante João Branco, o Alexandre de Oliveira Lemos, 37, o “Ala”, foi executado num sítio no KM 49 da rodovia AM-240.

Os dois foram apresentados nesta segunda-feira (28) na Delegacia Geral, pelos delegados Juan Valério e Jeff David Mac Donald, respectivamente diretor-adjunto do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Mano G e Tio Patinhas

Segundo Valério, a dupla tem ligação com a facção criminosa Comando Vermelho (CV) e com o traficante Gelson Carnaúba, o Mano G, e Clemilson dos Santos Farias, o “Tio Patinhas”, e as mortes ocorreram em razão da guerra entre as facções, CV e Família do Norte (FDN).

Conforme explicou Mac Donald, o alvo principal do triplo homicídio era o “Ala” e foram mortos ainda Keysse Dhione Maquiné Pereira, 40, e Eduardo Maquiné Pereira, 48. Uma quarta vítima, Lucas Lemos, o “Bola”, 22, foi ferido com dois tiros.

A dupla foi abordada no Porto da Ceasa, na noite deste sábado (26), e estava usando um veículo que estava na cena do crime. “‘Alex Padeiro’ organizou o grupo, que chegou ao sítio em quatro carros e com 16 integrantes. A briga é para dominar a região do Mutirão, zona que tem força do Comando e que a FDN ainda não tomou”, disse o delegado.

Domínio no Mutirão

“Sabemos que o João Branco deu ordem para tomar a área do Mutirão e a chacina no sítio tem ligação com o Mano G, ‘Alex Padeiro’ e associados, que cederam soldados, carros e armas para o crime. Estamos investigando se a execução desse porte, onde um braço direito de João Branco foi morto, partiu de Carnaúba, de dentro do presídio”, diz Juan Valério.

Para a polícia, após o triplo homicídio se intensificaram as execuções no Mutirão, na disputa pelo território. “O grupo usou uma grande logística para o crime, mas acabou descoberto. Eles gostam de exibir os feitos”, disse o adjunto do DRCO.

 

Escolta de narcotraficante

Um dos assassinados, “Ala”, era um dos homens que faziam escolta de João Branco quando ele foi preso na fronteira pela Polícia Federal, em 2016, na Venezuela.

Ele havia sido detido em julho do ano passado, por equipe do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), juntamente com um grupo de mais seis homens ligado ao narcotraficante, que estava armado.

Entre os três mortos estava “Ala”, que em 2016 foi preso na fronteira pela Polícia Federal quando escoltava João Branco

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