
Quadrilha foi presa durante tentativa de realizar mais um golpe a uma instituição financeira usando documentos falsificados. Fotos: Divulgação
Uma quadrilha de estelionatários, o famoso crime 171, foi presa em flagrante nesta terça-feira (6). No meio do grupo estavam ex-funcionários do Instituto de Identificação do Amazonas.
Foram presos Benedita Lúcio de Lima, 48; Francilene Ximenes Firmino, 41; Plácido Otávio Vieira da Silva, 32, e Ronaldo Zagary Lopes, 46, por estelionato tentado, peculato e organização criminosa.
Eles são suspeitos de participarem de esquema de falsificação e comercialização de carteiras de identidade e de usar dados de terceiros para fazer empréstimos. Um dos golpes tentados envolvia valores de mais de R$ 40 mil.
De acordo com o delegado Guilherme Torres, diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), após receber denúncias anônimas, sobre o comércio de RGs falsos, se chegou ao bando. No dia da prisão eles tentavam fazer um empréstimo bancário no valor de R$ 44 mil, usando documentos falsificados.
“Recebemos a informação da aplicação de golpes em instituições financeiras por uma quadrilha, que incluía ex-funcionários terceirizados do Instituto de Identificação, que subtraíram um malote de documentos quando foram exonerados. Eles usavam laranjas para ir até as instituições, e conseguiam aplicar golpes de R$ 30 mil, R$ 40 mil, uma vez que durante a consulta a identidade era verdadeira, o conteúdo que era falso”, explicou o diretor do DRCO.
O grupo foi preso num edifício na avenida Sete de Setembro, no Centro. Segundo Torres, Francilene trabalhou no Instituto de Identificação de 2009 a 2015, assim como Ronaldo.
Na prática, os infratores desviaram, do instituto, prontuários e cédulas de identidade em branco e entregavam para Francilene. Plácido era encarregado de pesquisar nomes e dados de pessoas para serem inseridos nas cédulas em branco e obter êxito nos empréstimos bancários.
Ao término dos procedimentos cabíveis na especializada, o bando será levado para audiência de custódia no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, no bairro São Francisco, zona Sul.
