
Delegado titular da DEHS, Juan Valério, comandou forças da Polícia Civil na Operação Keres, deflagrada no sábado. Hoje uma mulher procurada foi detida. Fotos: Divulgação
Em mais uma fase da Operação Keres, deflagrada no último sábado (3), equipes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) prenderam uma mulher, de nome não divulgado, nesta quarta-feira (7), acusada de ter decapitado Rodrigo dos Santos Aranha, o “Baloteli”, 21.
O crime ocorreu no dia 3 de dezembro de 2017 no conjunto residencial Viver Melhor. Para a polícia, a mulher é chamada de “ceifadora” e durante depoimento teria contado, com detalhes, como ocorreu a decapitação.
Nesta quinta (8), durante coletiva na DEHS, será apresentado o organograma da organização criminosa que atuava no conjunto com tráfico de drogas e execuções, cuja investigação resultou na Operação Keres.
Sete pessoas foram presas e duas adolescente apreendidas durante a Operação Keres no sábado. A ação foi realizada por diversas equipes das especializadas da Polícia Civil, sob coordenação da DEHS.
O objetivo foi desarticular um Quartel General que funcionava com o comando de traficantes da facção criminosa Família do Norte (FDN), do grupo ligado ao narcotraficante João Pinto Carioca, o João Branco.
Foram cumpridos mandados de prisão no conjunto habitacional Viver Melhor, no bairro Lago Azul, zona Norte. Os suspeitos eram procurados por homicídios, incluindo Beatriz Lisboa Amara, 18, Joyce Mara Batista da Silva, 19, Samara Silva Lima, 25, e José Roberto Marinho Carlos, 34, o “Betinho”, além das duas adolescentes, uma de 14 anos e outra de 17.
Durante as diligências ainda foram presos três foragidos do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj): Cássio Matheus Santos de Oliveira, 21, Dione Samias de Castro, 27, e Fabricio de Souza de Almeida Júnior, 20.
Os delegados Juan Valério e Torquato Mozer, titular e adjunto da DEHS, coordenaram a Keres, onde as equipes cercaram um bar monitorado. A abordagem ocorreu por volta das 2h.
Os quatro presos por mandado e as adolescentes são suspeitos do assassinato de “Baloteli”. A vítima foi executada por pelo menos 22 pessoas, sendo esfaqueada e decapitada. Outros homicídios são atribuídos ao mesmo grupo e estão sendo investigados.
Entre os mandados a serem cumpridos, duas pessoas estavam presas. Ateildo Costa Ribeiro, 36, “Bola”, detido por equipe do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), e Francisco Gleisson Juca da Rocha, “Plenitude” ou “Xavier”, que cumpre pena no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), apontado como mandante do crime e chefe de organização criminosa.

“As investigações começaram após uma execução por decapitação, onde identificamos um lugar usado como QG (quartel general) de uma facção criminosa, que era liderada pelo traficante “Plenitude”, responsável pelo tráfico na área e por ordenar mortes. Nesse crime tiveram participação 22 pessoas. No mesmo apartamento os membros do grupo usavam drogas e faziam festas e orgias. Eles também frequentavam o bar DJ no Viver Melhor”, explicou Juan Valério.
Como a área tem poucas entradas e a polícia identificou muitos olheiros atuando no local, a estratégia usada para fazer a operação foi a do famoso Cavalo de Tróia. Dois caminhões-baú levaram 80 policiais das diversas forças de segurança, que entraram de modo furtivo.
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