
A transferência do filho de Zé Roberto provocou mobilização das forças que estão prontas para conter anunciada rebelião de fim de ano
A transferência do filho de Zé Roberto da Compensa, Luciano da Silva Barbosa, foi o estopim do início de rebelião desta sexta (22/12). Mais de 50 presos da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na Zona Leste, se recusaram a ir para as celas nesta tarde. O sistema prisional, que tem um esquema para anunciadas rebeliões deste fim de ano, interveio e controlou a situação.
José Roberto Fernandes, o Zé Roberto da Compensa, é considerado líder da facção Família do Norte (FDN). Outro dos líderes do grupo criminoso. Gelson Carnaúba, estaria em guerra pelo comando com ele. Luciano seria o elo frágil dessa cadeia. Ele cometeu indisciplina na UPP e as autoridades o colocaram numa solitária. Está agora no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), na BR-174.
Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que não procedia a informação de que a UPP estava registrando uma movimentação de rebelião hoje.
Conforme a Seap, a UPP passou por uma ação de revista, na manhã desta sexta. O procedimento faz parte da “Operação Cerberus” da Seap. Forças do Sistema de Segurança Pública do Amazonas, incluindo Forças Armadas, fazem parte da ação. Cerberus é, na mitologia grega, o porteiro do inferno ou mundo inferior. Ele é um cão de três cabeças.
A Seap confirmou o procedimento de transferência de presos, com o intuito de evitar alterações e para garantir o controle da unidade.
Ainda na nota, a secretaria afirmou que as ações da operação estão transcorrendo dentro da normalidade. “Sem alteração ou movimentação que prejudique a ordem da UPP”.
O secretário estadual de Administração Penitenciária, coronel da PM Cleitman Rabelo, até fez um áudio sobre o tema. Disse que não houve queima de colchão ou alteração do tipo, mas um grupo de 50 detentos que se negou a entrar nas celas. Foram trancados à força.
Força Tática e das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), com suporte do Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo da PM (Graer), cercaram a UPP.
O Portal do Marcos Santos apurou que os presidiários tomaram as chaves das celas e se recusaram a voltar. Era o momento em que eles deveriam retornar para a “tranca”. Só voltaram quando viram a polícia, com muita força, entrar no local.
Luciano da Silva Barbosa foi preso em 2016, num campo de futebol, localizado no bairro da Compensa, na Zona Oeste. Ele era foragido desde a Operação La Muralla, deflagrada em novembro de 2015 pela Polícia Federal.
Luciano foi preso, na época, em ação do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai) e Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera).
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