
Mãe da filha de Bruno teve que recorrer à Justiça para garantir que o pai dê assistência à criança. Foto: arquivo pessoal
Após alguns meses de investigação, policiais da Delegacia Especializada em Capturas e Polinter (DECP) conseguiram prender nesta sexta-feira (1º), o motorista de Uber Bruno Palheta Picanço, 35, acusado de não pagar pensão alimentícia para a filha Ester Rodrigues Picanço de três anos. Médicos que acompanham a criança suspeitam que ela seja portadora de Alopecia Areata Universal, uma doença autoimune, que afeta o couro cabeludo e desencadeia o surgimento de outras doenças. Há nove meses, a mãe tenta fechar um diagnóstico mais preciso da filha.
O delegado da especializada, Samir Freire, informou que Bruno tinha um mandado de prisão em aberto há um ano e quatro meses. “Todos os outros delegados que passaram por aqui tentaram prendê-lo mas não conseguiram e hoje enfim conseguimos”, disse.
A mãe de Ester, Marta dos Santos Rodrigues, 30, disse que deixou de trabalhar para poder acompanhar a filha no tratamento e que o pai quando soube que a criança estava doente, deixou de prestar assistência à Ester. Bruno pagava pensão de R$ 390 e há mais de dois anos deixou de fazer os repasses. “Minha vida e da minha filha tem sido muito difícil. Nem a família dele fazia um esforço para nos ajudar. Gasto muito com transporte e medicamentos. Tem dias que não tenho o que comer e faço de tudo para não faltar alimentação pra ela. Não ajuda a filha mas é festeiro, tem dinheiro pra ir pra balada”, afirmou Marta.
Além de tentar receber os mais de R$ 6 mil que Bruno deve para a filha, Marta afirma que a prisão dele vai ajudar no exame genético necessário para fechar o diagnóstico e ela poder requerer um benefício social para ajudar nas despesas do tratamento. Ester está com a visão comprometida, os dentes e o cérebro também já foi afetado.
Bruno foi levado para 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Ponta Negra, zona oeste de Manaus, onde ficará à disposição da Justiça.
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