27/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Líder da FDN e mandante de chacinas do Compaj, “Mano G” tem julgamento adiado para 2018

Publicado em 01 de dezembro, 2017

Gelson Lima Carnaúba, o “Mano G”, está preso em Catanduvas e seria julgado hoje pela chacina o Compaj de 2002. Foto: Arquivo

Diretamente envolvido nas duas maiores chacinas ocorridas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), o traficante e um dos líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN), Gelson Lima Carnaúba, o “Mano G”, teve o julgamento marcado para esta sexta-feira (1º), adiado a pedido do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

A previsão agora é que o julgamento ocorra somente em maio de 2018. Detido desde 2015 no presídio federal de Catanduvas (PR), seria um alto risco transportar “Mano G” para depor em Manaus segundo o Depen.

Videoconferência

Há uma nova solicitação para que Carnaúba, assim como outro chefe da FDN, o narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, seja julgado por meio de videoconferência, em Catanduvas mesmo.

O juiz titular da 2ª Vara Criminal, Anésio Pinheiro, suspendeu o julgamento de hoje por não haver como manter a audiência por videoconferência e remarcou a data. A legislação determina que corra um prazo de 10 dias para que o sistema seja preparado.

O julgamento em pauta diz respeito à chacina no Compaj de 2002, onde 14 pessoas foram assassinadas. Os réus são Carnaúba, Marcos Paulo da Cruz e Elmar Libório Carneiro. Esse é o segundo julgamento do crime.

No primeiro julgamento, que aconteceu em 2011, Carnaúba foi condenado a 120 anos prisão, os demais a 100 anos, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça Estado do Amazonas (TJAM).

Outra denúncia

Na semana passada, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) apresentou denúncia ao TJAM sobre o último massacre ocorrido no Compaj, em janeiro de 2017, citando “Mano G” como um dos autores intelectuais e interlocutores, todos da FDN, de onde partiu a ordem para a matança, que terminou com 56 mortos no presídio.

Foi “Carnaúba” que fundou com o comparsa “Zé Roberto” a FDN, hoje o terceiro maior grupo criminoso do país. A chacina deste ano foi uma das maiores do Brasil e em alto grau de violência e barbárie, com decapitações e esquartejamento de vítimas rivais da facção, do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo a denúncia do MP, o massacre serviu também para os chefes da FDN causarem pânico aos rivais, além de demonstrarem força ao poder público.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.