
O delegado Gustavo Sotero está acautelado na Delegacia Geral desde que teve a prisão em flagrante convertida em preventiva na audiência de custódia. Sistema prisional não tem como receber um policial da ativa. Foto: Reprodução
O delegado de Polícia Civil Gustavo Sotero, 41, que assassinou o advogado Wilson Justo Filho, 35, na madrugada de sábado (25), durante briga no Porão do Alemão, segue acautelado na Delegacia Geral depois de ter a prisão preventiva decretada.
Questionada pela Justiça se haveria como alguma cadeia pública receber o delegado, em ofício a Secretaria de Estado de Administração Pública (Seap) informou que “não existe unidade prisional que possua dependência segura e isolada dos demais presos para a custódia de um policial”, especialmente sendo ele da ativa e ocupando o cargo de delegado.
No ofício, assinado pelo secretário da Seap, Cleitman Coelho, o órgão também informa que o sistema não “encontra-se totalmente estabilizado”, o que é de conhecimento do Poder Judiciário, do Ministério Público e do sistema de Segurança Pública do Estado, e que em uma eventual crise do sistema, “certamente o policial Gustavo Sotero” será um dos “principais alvos das facções criminosas, caso esteja custodiado em estabelecimento prisional comum”.
A Seap enviou resposta à solicitação da presidente do 1º Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, para onde foi distribuído o processo, para a juíza Mirza Telma.
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