11/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Funkeiro Mr. Catra, que exaltou FDN em música, é interrogado no aeroporto ao chegar para show. Ele nega conhecer facção

Publicado em 23 de outubro, 2017

Mr. Catra ficou conhecido como "funkeiro da FDN", após gravação

Em vídeo, que circulou nas redes sociais, funkeiro Mr, Catra canta funk que cita nomes ligados à facção criminosa FDN, que tem como líder o narcotraficante “João Branco”. Foto: Divulgação

O funkeiro carioca Mr. Catra foi ouvido pelo delegado Guilherme Torres, do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), na tarde desta segunda-feira (23), numa sala do aeroporto internacional Eduardo Gomes.

A polícia investiga a relação do artista com a facção criminosa Família do Norte (FDN), em razão de um funk de Mr. Catra, que exalta traficantes da Compensa, e cita nomes de “Ronny” e “Coquinho”, aliados do narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”.

O cantor Wagner Domingues Costa, 48, responde a procedimento policial instaurado em junho deste ano, após circular nas redes sociais um vídeo em que o artista, durante uma apresentação em uma casa noturna de Manaus, faz apologia ao crime organizado.

Mr. Catra foi ouvido na base da Delegacia Especializada em Crimes contra o Turista (DECCT), no aeroporto, logo após desembarcar em Manaus, por volta das 13h30 desta segunda-feira, dia 23, onde ele fará mais uma apresentação na noite de hoje.

Catra diz que não conhecia facção

Conforme o delegado Guilherme Torres, o cantor contou que fez o funk a pedido de fãs e que ele não conhece a facção criminosa, as pessoas citadas e nem o bairro mencionado na música. O cantor alegou que ele não tinha ciência de que a letra seria tratada como apologia à facção criminosa.

O artista disse, ainda, que no dia em que o vídeo foi gravado alguns fãs entregaram um papel para fazer um funk de improviso. O vídeo foi gravado em um aparelho celular e acabou viralizando nas redes sociais, repercutindo tanto em Manaus quanto em outras cidades do País.

Pistoleiros

Catra já foi enquadrado e processado por ter nas letras de seus raps e funks trechos com apologia ao tráfico de drogas e prostituição. Os dois nomes citados por Catra são, segundo a polícia, de alta periculosidade e mandantes de homicídios na cidade, além de pistoleiros. “Ronny” e “Coquinho” foram presos pela polícia com armas sem registro este ano.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.