03/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Susam paga parcela de dívida e médicos vão voltar a fazer cirurgia vascular

Publicado em 27 de setembro, 2017

Hospital 28 de Agosto passou por diligência que apontou 82 pacientes internados em leitos da especialidade, que estariam sem assistência de médico da área. Foto: Arquivo

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) efetuou nesta quarta-feira (27) o pagamento de uma parcela referente aos débitos em aberto com a empresa União Vascular de Serviços Médicos Ltda (Univasc). A Susam não informou o valor pago.

O pagamento permitirá que os cirurgiões voltem a realizar procedimentos cirúrgicos nas unidades do Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, Hospital e Pronto Socorro João Lúcio Pereira Machado, Hospital e Pronto Socorro da Criança da Zona Leste (Joãozinho) e Hospital e Pronto Socorro Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo.

Desde o último domingo (24) a empresa havia suspendido cirurgias em razão do fim do contrato com o governo. Hoje, representantes da Susam e da Univasc assinaram um termo de compromisso, acordando que após esse pagamento os profissionais retornarão aos hospitais para prestar os serviços médicos na rede estadual de saúde.

Ontem, a juíza Naira Neila Batista de Oliveira Norte deferiu liminar no plantão cível determinando que o Estado do Amazonas garanta imediatamente a continuidade da realização de serviços de cirurgia vascular. Em caso de descumprimento, a multa diária estipulada é de R$ 50 mil, até o limite de 20 dias-multa.

Trata-se de decisão em ação civil pública (nº 0634694-62.2017.8.04.0001), movida pelo Ministério Público do Estado do Amazonas contra o Estado do Amazonas e o secretário estadual de Saúde, Vander Rodrigues Alves, após a divulgação da paralisação do serviço de cirurgia vascular na rede pública estadual.

“As cirurgias vasculares são diariamente necessárias em todos os hospitais, especialmente nos hospitais públicos que atendem urgência e emergência, e tal atividade é reconhecidamente como de natureza contínua e imprescindível, estando abarcado pelo princípio da continuidade, também chamado Princípio de Permanência, consistente na proibição da interrupção total do desempenho de atividades do serviço público prestadas a população e seus usuários”, acrescenta a magistrada.

Diligências

O Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto foi uma das unidades que passaram por diligências do Ministério Público, que resultou em Relatório Técnico de Vistoria e registro fotográfico, apontando a quantidade de 82 pacientes internados em leitos da especialidade, que estariam sem assistência de médico da área desde domingo (24), devido à suspensão das atividades da empresa terceirizada que prestava atendimento no local.

Segundo o autor do processo, nota técnica emitda pela Gerência de Contratos e convênios indica que antes do encerramento do contrato com a empresa Univasc foi iniciado processo para licitação do serviço, mas que se encontra paralisado na Secretaria Executiva Adjunta da Assistência à Saúde Capital.

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