
Arthur e a secretária Kátia anunciam as medidas em torno do Fundeb municipal
A guerra em torno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus, prossegue. O governador David Almeida anunciou que até quarta-feira (20/09) paga duas parcelas referentes às quatro do abono oriundo de R$ 236 milhões que recebeu do fundo, de 2016. O prefeito Arthur Virgílio anunciou hoje (18/09), após os professores anunciarem ato para dia 22/09, em frente à Prefeitura, que outros 5,3 mil servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed) vão receber o pagamento da progressão por tempo de serviço.
Arthur é contra o abono oferecido por David. “A progressão entra no salário e vale para a aposentadoria O servidor da Semed vai receber entre R$ 5 mil a R$ 15 mil por ano, a mais, nos salários”, disse o prefeito, acrescentando que “abono é só uma vez”. O servidor da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) receberá entre R$ 6 mil e R$ 18 mil de abono, em quatro parcelas.
A guerra governador-prefeito traz benefícios para o servidor. David, que deve passar o cargo para Amazonino até o dia 5/10, ia pagar apenas uma das quatro parcelas do abono do Fundeb e agora pagará duas. Arthur e a secretária municipal de Educação, Kátia Schweickardt, criaram uma força-tarefa para acelerar a burocracia e pagar o maior volume possível do dinheiro do fundo que coube ao Município.
A Semed já pagou, em agosto, a 1,5 mil servidores, os valores retroativos referentes à promoção por titularidade, isto é, professor que fez mestrado ou doutorado recebeu reajuste salarial tendo como data-base o mês em que entrou com a papelada no órgão. Os 5,3 mil que receberão agora, a partir do dia 21/9, são os promovidos por tempo de serviço, alguns prestes a se aposentar.
No total, os beneficiados com os mais de R$ 109 milhões que a Prefeitura recebeu de correção do Fundeb, serão mais de 10 mil. Apenas 900 são servidores administrativos e os demais professores.
No ato público do dia 22/09, os professores devem reclamar quanto ao não cumprimento da data-base da categoria, este ano. “Tivemos problemas, devido à crise-econômica, mas a data-base estará de volta já em 2018”, garantiu o prefeito. Ele elogiou a atuação do sindicato dos educadores.
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