
Com o lote enviado hoje, de 436 armas, Justiça do Estado terá encaminhado para destruição mais de 2 mil unidades, entre escopetas, pistolas e revólveres. Fotos: Herick Pereira/ TJAM
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) encaminhou nesta quinta-feira (13) um lote de 436 armas para serem destruídas pelo Exército Brasileiro. O lote era composto de escopetas, espingardas, pistolas, revólveres, armas de brinquedo, além de 10 metralhadoras, apreendidas pelas polícias Civil e Militar e que faziam parte de processos judiciais em tramitação na Justiça estadual. Somente neste ano, o TJAM já encaminhou mais de 2 mil armas para destruição.
Entregues ao Exército, as armas passaram por conferência das respectivas numerações e foram submetidas a uma pré-destruição, numa prensa. Em seguida, o material foi incinerado por meio de um sistema que utiliza compostos químicos. Peças são colocadas em valas com o produto químico, acionado por meio de um detonador elétrico. A alta temperatura derrete o metal e o transforma em barra.
“Aproveitamos que a Marinha do Brasil nos enviou algumas peças que foram juntadas ao lote para destruição. O procedimento é o mesmo de sempre. Primeiro as armas são danificadas na prensa e depois derretidas”, afirmou um oficial do Exército responsável pelo procedimento.
Segundo o representante do TJAM que fez a entrega do lote de armas, quando chegam ao Judiciário, as mesmas passam por um processo de identificação, são catalogadas e, à medida que são liberadas, a Corte encaminha ao Exército. A orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é que permaneçam no Poder Judiciário somente aquelas que ainda estão passando por perícia ou que são imprescindíveis para a elucidação de um crime.
