
Crime ocorreu na agência dos Correios em Rio Preto da Eva, no dia 15 de agosto. Vigilante tentou reagir a assalto e levou um tiro na cabeça, morrendo no local. Foto: Divulgação
O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM) denunciou à Justiça quatro pessoas por envolvimento na morte de um agente de segurança, Manoel Ferreira de Souza, 33, que levou um tiro na cabeça, após tentativa de assalto na agência dos Correios do município de Rio Preto da Eva (distante 78 quilômetros de Manaus). O crime ocorreu em 15 de agosto, após o vigilante ter reagido à ação criminosa.
Na denúncia, o MPF-AM ressalta que a participação de Francisco Euder Pereira Frutuoso, Andreza de Souza Góes, Jonathas Sarmento de Souza e Tamiles Gomes Martins foi comprovada por meio de exame de necrópsia da vítima, apreensão da arma de fogo e do veículo usado pelos denunciados e ainda do depoimento dos policiais que prenderam o grupo.
O documento de acusação também conta com a confissão de três dos quatro réus, que descreveram detalhes da ação criminosa e a função desempenhada por cada um deles na execução do roubo seguido de morte. O MPF-AM pediu à Justiça acesso às câmeras de segurança da agência postal.
O caso
Os fatos narrados na denúncia sustentam que os acusados chegaram à agência dos Correios no município em um veículo branco modelo S-10. Um deles portava arma de fogo. Quando o agente de segurança percebeu a ação do grupo agiu imediatamente, mas teve sua armada arrancada. Durante a ação houve luta corporal e um disparo atingiu e matou o segurança.
O MPF também relata na ação que após a tentativa de assalto que culminou no assassinato. Francisco Frutuoso – apontado como autor do disparo – roubou a arma do segurança e fugiu com os comparsas, em direção a Manaus. Na altura do quilômetro 77 da Rodovia AM 010, foram interceptados e presos por policiais militares.
O MPF-AM pede a condenação dos quatro réus, com base no artigo 157 do Código Penal, pelos crimes de tentativa de roubo e latrocínio, tendo como agravantes o uso de arma de fogo e o fato de ter envolvido duas ou mais pessoas. A pena pode chegar a 30 anos, já que o crime resultou em morte.
Além do pedido de condenação à reclusão, o Ministério Público pede que os réus sejam obrigados a pagar conjuntamente indenização mínima de R$ 150 mil aos familiares da vítima, como reparação pelo dano moral causado. A ação tramita na 2ª Vara Federal do Amazonas, sob o número 9381-74.2017.4.01.3200.
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