As cirurgias pediátricas eletivas e os atendimentos ambulatoriais no Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (ICAM) e no Hospital Infantil Dr. Fajardo estão suspensos. Há 111 dias sem receber do Estado, os cirurgiões-pediátricos da Sociedade Amazonense de Patologias Pediátricas (SAPP), empresa que presta serviço nos dois hospitais, resolveram cruzar os braços em protesto a partir desta quinta-feira (31).
A empresa atua com 13 cirurgiões-pediátricos e realiza no ICAM 800 atendimentos ambulatoriais e cerca de 300 cirurgias eletivas/mensais de médio e grande porte e 80 cirurgias de urgência/emergência neonatais e pediátricas cobrindo a Amazônia Ocidental. No Hospital Infantil Dr. Fajardo são realizados cerca de 600 atendimentos ambulatoriais/mensais, 240 cirurgias eletivas de pequeno e médio porte e 60 cirurgias de urgência/mensais.
“Apenas as cirurgias de urgência e emergência não serão suspensas”, informa a presidente da SAPP, a cirurgiã-pediátrica Cyntia Almeida.
Segundo ela, foram feitas várias tentativas de negociação junto à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), sem sucesso. “A SAPP foi obrigada a paralisar suas atividades visto que está há 111 dias sem receber os proventos”, afirma, informando que os médicos também cobram uma melhor manutenção dos equipamentos nos dois hospitais infantis.
A presidente disse que a SAPP se solidariza aos inúmeros menores e pais que tiveram seus procedimentos suspensos e está disposta a retomar suas atividades assim que o pagamento for efetuado pelo Estado.
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