
Frederico Júnior, exibindo marcas da pancadaria, e na foto do lançamento da candidatura a prefeito de Novo Airão
O prefeito cassado de Novo Airão (a 180 quilômetros de Manaus, via rodoviária), Wilton Santos, e o segundo colocado no pleito de 2016, Frederico Júnior, se engalfinharam na delegacia do Município, domingo (27/08). Tudo indica que a briga ocorreu no calor da eleição suplementar para governador do Amazonas. Wilton apoiou Amazonino Mendes, enquanto Frederico ficou com Eduardo Braga.
O prefeito cassado chegou a trocar ofensas com seguranças de Frederico, na saída do colégio Aristóteles, onde a esposa dele, Márcia, foi justificar o voto. O filho de Wilton, Douglas Santos (secretário de Assistência Social de Novo Airão), teria sido ameaçado, mais cedo, por um “guarda-costas” do candidato. “Eles estavam me filmando e chamei de pistoleiro pro guarda-costas que tinha sacado a arma para meu filho”, conta Wilton, num relato publicado em sua página do FaceBook.
Na versão de Frederico, ele foi agredido, “com socos e pontapés” por Wilton, que teria sido ajudado pelo filho, Douglas, e outros ocupantes de cargos comissionados da Prefeitura de Novo Airão.
Wilton conta, no Face, onde pede desculpas ao povo, que estava na delegacia, fazendo um Boletim de Ocorrência (BO) da agressão, quando Frederico Júnior chegou. “Eu estava de costas para a porta. A escrivã pediu pra ele esperar e meu filho também. Foi quando ele perguntou se o Douglas queria sair na mão e, pelo que meu filho me contou depois, tentou me dar um soco pelas costas. Os dois começaram a brigar e todos se envolveram na briga, inclusive eu”, revela.
Veja a íntegra do relato de Wilton, no FaceBook. O portal não conseguiu falar com Frederico Júnior:
“Quero de público pedir desculpas ao povo de Novo Airão pelo acontecido ontem!
Quero aqui descrever o acontecido. Por volta de 16h fui ao colégio Aristóteles, acompanhar a justificativa de votos de minha mulher. Ao sair, fui abordado por vários fiscais me filmando com celulares. Falei ao Amadeu que não precisava daquilo.
Me surpreendi quando um guarda-costas do Frederico, que pela manhã já tinha sacado uma arma para o meu filho Douglas Santos, também me filmava. Eu o chamei de pistoleiro. Ele me perguntou se eu ia encarar. Disse que sim e ambos descemos do carro. Trocamos ofensas.
Fui ao TRE e perguntei se seria preciso me atirarem para tomarem providências. A Dra. Promotora me disse que isso não seria crime eleitoral e sim comum. Me orientou a ir à delegacia registrar um BO. Foi o que fiz.
Quando lá estava, fazendo o registro, de costas para a rua, sentado à frente da escrivã, chegou o Frederico e um grupo de pessoas, dentre elas o Amadeu, dizendo que também queria efetuar um BO.
A escrivã falou para ele aguardar lá fora. Eu o cumprimentei e disse que o Amadeu tinha filmado o acontecido na escola Aristóteles. O Douglas falou também para que aguardasse lá fora, ate que terminássemos o nosso BO.
Ele, Frederico, perguntou ao Douglas se queria sair na mão. Douglas me disse que o Frederico tentou me dar um murro. Eu estava de costas para ele.
Aí começou a briga. Isso dentro da delegacia.
E todos se envolveram na briga, inclusive eu. Uma pena, pois jamais me envolvi em brigas físicas, contra qualquer pessoa ou adversário político.
Me desculpe, Novo Airão.

Wilton Santos foi ao FaceBook pedir desculpas ao povo de Novo Airão
Acredito que a delegacia tenha as imagens das câmeras para ajudar a esclarecer esses fatos.”
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