
Governador eleito, com o presidente Ari Moutinho, foi pedir que o TCE-AM intervenha para evitar ‘gastos desnecessários’ do governador interino, David Almeida
O governador Amazonino Mendes (PDT), eleito ontem (27/08) para governar o Estado até 31/12/2018, pediu hoje pela manhã aos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) que “contenham os gastos” do governador David Almeida (PROS). “Ele age como se fosse eleito e pratica atos incompatíveis com a interinidade”, acusou. O presidente do TCE, Ari Moutinho, disse que o tribunal pediu ao governo que faça uma “comissão de transição de verdade”, para a passagem do Governo. “Não pode ser com ele nomeando terceiros ao bel prazer”, acrescentou Amazonino.
Amazonino disse que a situação do Estado é crítica e requer muitos cuidados. “Foram feitos muitos pagamentos que não são essenciais. O Estado há muito atingiu o limite prudencial”, acusou.
O governador eleito disse que a demora para a posse, marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) para o dia 02/10, é outro motivo de preocupação. “Ficou uma coisa meio intangível. Falam em até um mês. Isso nos preocupa muito”, afirmou.
Sobre os fatos que o levaram a afirmar que David Almeida está fazendo “gestão temerária”, Amazonino disse que os conselheiros têm pleno conhecimento.
O governador interino, após entregar o governo para Amazonino, estará na condição de principal fiscal da gestão do eleito, como presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).
Veja a íntegra da entrevista de Amazonino fazendo as acusações:

Amazonino fez foto, na saída, com os conselheiros
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