15/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Comer com educação… inclusive no atendimento

Publicado em 25 de agosto, 2017

Alunos formados no curso de Garçom do Senac, professores, coordenadores, diretores e a secretária municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social (Semtrad), Ananda Carvalho

Educação é principio básico do bom atendimento. Conhecer, adequar e sanar as muitas peculiaridades do cliente é necessário para que o atendimento alcance a excelência. Difícil? Há palestrantes conhecidos, espalhados pelos meios de comunicação, que falam da fidelização pelo atendimento. Outros de encantamento como diferencial. Todos, porém, concordam que o trabalho em equipe é o fator essencial para atingir a excelência.

Garçons limpos, arrumados e sorridentes, constituem o mínimo necessário para fazer a venda fluir no restaurante. A equipe dos bastidores deve estar preparada para sanar as necessidades de quem compra, o cliente. Assim, a ópera começa e se faz música de qualidade.

As pessoas que se propõem a trabalhar com restaurante devem lembrar do conceito básico que deu origem à concepção atual dos estabelecimentos que servem comida. São lugares para restaurar! Antes o cavaleiro, após as longas horas no lombo do cavalo. Hoje o atribulado operário ou executivo, após a estressante jornada de trabalho.

Em tempos remotos, quando até mesmo pequenas distâncias eram vencidas com as forças do corpo, esgotando o viajante, havia os monastérios. Estes, talvez por visão cosmopolita da época, localizados em pontos estratégicos, pregavam o evangelho e ofereciam abrigo e comida. Corpo e espírito restaurados, o viajante saía de lá mais disposto a seguir em frente.

Hoje o ser humano não percorre longas distâncias, a ponto de atingir o esgotamento físico, mas tem dia-a-dia cada vez mais turbulento e, mundialmente, continua buscando a restauração em um prato de comida, recebendo como bônus moderno ambiente bem decorado, atendimento de excelência, refeições preparadas com esmero, servidas amigável, ágil e educadamente.

A equipe toda precisa entender que não faz favor para ninguém. Apenas executa, da melhor forma possível, o dever profissional. Aquele metro quadrado, composto pela mesa, cadeira e todos os utensílios usados na refeição, está alugado para o cliente, que busca restauração. O conceito é simples, mas, como dizem os clássicos, é a partir dele que surge a fidelização.

Alunos de hospitalidade do Senac-AM, a partir dos cursos que estamos realizando, se destacam porque chegam para o trabalho, banhados e arrumados. Prontos para trabalhar. Nada de chinelo ou camisa regata na hora de fazer o mise en place, a implementação que antecede a abertura do salão e a preparação dos pratos. Empresas de 30 anos no mercado ainda se surpreendem com isso. O bom é que os profissionais ditos “práticos”, surpresos com a “inovação”, já sabem que precisam se adaptar a ela – asseio, pontualidade, educação, cortesia são parte do profissionalismo.

Quem aí sabe que garçom e pessoal de cozinha precisam ter em dia exames médicos, fezes, urina e sangue? É exigência legal, explícita na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 216/04, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É o Regulamento Técnico de Boas Práticas do Serviço de Alimentação do Brasil.

Há muito a fazer.

Veja mais notícias em Colunas
Autor
Breno Rudá

* Breno Rudá é gastrônomo formado pelo Senac, Campus Águas de São Pedro (SP), e docente de hospit...

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.