03/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Após surto, Semsa alerta sobre cuidados e vacinação para caxumba em Manaus

Publicado em 24 de agosto, 2017

Com surto confirmado na cidade, Semsa busca ampliar vacinação para crianças e adolescentes, principalmente. Vacina está disponível nas 182 salas de imunização existentes nas UBSs. Foto: Arquivo

Com 230 casos de caxumba em Manaus em 19 locais, registrados desde abril deste ano, principalmente, em escolas, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) faz alerta aos pais que mantenham a caderneta de vacinação atualizada das crianças e adolescentes.

Em razão do surto diagnosticado na capital, as vacinas contra a caxumba podem ser tomadas em qualquer uma das 182 salas de vacinação existentes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) distribuídas nas zonas de Manaus. O endereço das UBSs pode ser consultado no site www.manaus.am.gov.br.

A Semsa informou que até o ano de 2016, não havia registros oficiais de surtos de caxumba em Manaus. Desde abril os casos vem se mantendo até o mês de agosto. “A Semsa está intensificando a rotina de vacinação, com a busca ativa das pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto de caxumba e que estejam em contatos de casos suspeitos ou confirmados nos locais onde estes casos estiverem concentrados. Tudo para minimizar a ocorrência de novos casos”, ressalta o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

Os profissionais de saúde também estão sendo orientados a realizar orientação aos casos individuais de pessoas afetadas, como evitar comparecer à escola, trabalho ou em locais com grande aglomeração durante nove dias após o início dos sintomas.

A caxumba não integra a lista das doenças de notificação compulsória da Portaria nº 204, de 17 de fevereiro de 2006 do Ministério da Saúde, porém a ocorrência de dois ou mais casos agregados em instituições como creches, escolas, hospitais, presídios, entre outros, que se configura surto, deve ser imediatamente comunicada ao Distrito de Saúde da Semsa para que as devidas medidas de vigilância epidemiológica sejam adotadas.

A vacinação e a manutenção de elevadas coberturas vacinais são a principal medida de controle da Semsa e os esquemas recomendados são: vacinação aos 12 meses de idade com uma dose da tríplice viral, aos 15 meses de idade uma nova dose da vacina tetraviral, podendo essa dose ser administrada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. Depois dessa idade, completar o esquema com a vacinação tríplice viral.

Doença

A caxumba é uma doença viral aguda cuja principal manifestação clínica é o aumento das glândulas salivares, principalmente a parótida, acometendo também as glândulas sublinguais e submaxilares, acompanhada de febre (37,7ºC a 39,4ºC), anorexia (perda de peso), astenia (perda ou diminuição de força), cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor muscular), artralgia (dores nas articulações) e desconforto ao mastigar. Cerca de 20 a 30% dos casos em homens adultos acometidos podem apresentar inflamação dos testículos.

Mulheres acima de 15 anos podem apresentar inflamação nas mamas (mastite, em aproximadamente 15% dos casos) e em 5% daquelas que adquirem a parotidite (caxumba) após a adolescência pode ocorrer inflamação dos ovários.

A pancreatite pode ocorrer em 20% dos casos e constitui, às vezes, a única manifestação da doença, ou se associa à caxumba, aparecendo antes ou após aquela e manifestando-se por dor epigástrica, febre, náuseas e vômito.

Em menores de 5 anos, são comuns sintomas das vias respiratórias e embora se trate de evento raro, pode haver perda neurossensorial da audição, de início súbito e unilateral.

Transmissão

A transmissão ocorre por via aérea, por meio da disseminação de gotículas, ou por contato direto com a saliva da pessoa infectada. A transmissão indireta é menos frequente, mas pode ocorrer pelo contato com objetos e utensílios contaminados com secreção do nariz ou da boca.

O período de incubação varia de 12 a 25 dias (média de 16 a 18 dias) e o de transmissão entre 6 e 7 dias antes das manifestações clínicas, até nove dias de surgimento dos sintomas. O diagnóstico da doença é clínico e o tratamento é baseado na sintomatologia clínica, com adequação da hidratação e alimentação do doente.

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