
Por WhatsApp, Denarc recebeu denúncia e chegou ao local onde funcionava laboratório de drogas. No endereço, na Cidade Nova, estavam escondidos 160kg de pasta base, cocaína e maconha. Uma mulher foi presa durante a ação. Fotos: Divulgação PC-AM
Kedima Sales do Nascimento, 40, foi presa por tráfico de drogas, no bairro Cidade Nova, zona Norte, com 160 quilos de drogas em um laboratório de refino de entorpecentes. A prisão aconteceu nesta terça-feira (1) e hoje a infratora foi apresentada durante coletiva na Delegacia Geral. Os 160kg estão avaliados em R$ 700 mil.
A delegada Tamara Albano, diretora-adjunta do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), contou que investigadores chegaram até Kedima por meio de uma delação feita ao número (92) 99415-0129, o WhatsApp da unidade policial, informando que um homem estaria guardando uma grande quantidade de drogas e comercializando naquela região.
As investigações, que tiveram apoio da Secretaria-Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai), da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP–AM), levaram 15 dias e ontem as equipes montaram campana desde às 7h, no endereço informado, até a prisão de Kedima. Durante as buscas na residência, a polícia civil encontrou, dentro de um dos quartos, os 160 kg de pasta base de cocaína, cocaína e maconha do tipo skunk, além de todo material de um laboratório usado para produção, refino e embalo dos entorpecentes.
Foram apreendidos ainda uma balança de precisão, sacos para embalagem, bandejas para moldar a droga, peneiras, liquidificadores, solução de bateria, querosene e bicarbonato de sódio. No Denarc Kedima contou, em depoimento, que não sabia que tinha droga na residência, e que estava morando no lugar há um mês. Ao término dos procedimentos cabíveis na unidade policial a infratora será encaminhada para Audiência de Custódia no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, no bairro São Francisco, zona Sul.
A Polícia Civil continuará com as investigações para localizar e prender o proprietário das drogas. “Temos a informação de que uma pessoa estava pagando a Kedima para cuidar dessa casa para que ninguém entrasse na casa. Ela disse que conheceu essa pessoa há um mês e não dos informou a quantia de dinheiro oferecida. O nome dessa pessoa e a origem dessa droga ainda estão sob investigação”, explicou Tamara Albano.

Material apreendido pela Denarc no laboratório