
Coletivos da Via Verde não saíram da garagem na zona Sul nesta tarde, afetando diretamente três localidade e prejudicando 20 mil usuários. Sinetram não foi comunicado da paralisação, considerada ilegal. Foto: Divulgação
Com uma frota parada de 80 ônibus coletivos da Via Verde, o transporte urbano de Manaus ficou paralisado nas linhas que atendem os bairros de Petrópolis, da Paz e conjunto Augusto Montenegro, na zona Sul da cidade, afetando em torno de 20 mil passageiros.
A greve, que durou cerca duas horas e meia, ocorreu entre 15h e 17h30, simultaneamente, nos três terminais. Com isso, usuários de vários bairros das zonas Sul, Oeste e Centro-Oeste foram prejudicados. Os rodoviários não se pronunciaram sobre a paralisação nem a Via Verde.
O assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), Fernando Borges, informou que comunicará a justiça sobre mais esta paralisação irregular, que já somam 46 apenas este ano. A empresa, nem o Sinetram e muito menos a população foram informados sobre a paralisação.
“A empresa está honrando todos os compromissos com os colaboradores e não há motivos para paralisações. Não fomos notificados e desconhecemos o motivo do movimento paredista. Vamos informar a Justiça sobre essa situação, para que as providências sejam tomadas”, destaca Borges.
Ainda de acordo com o assessor jurídico, existe uma liminar que proíbe greves, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora e configuração de crime de desobediência. Além disso, a categoria tem a segunda melhor remuneração do Brasil. Atualmente, os motoristas do transporte coletivo de Manaus recebem, somando também os benefícios, R$ 3.078,43, a segunda maior remuneração do Brasil.
No último dia 26 de maio, representantes Sindicato dos Rodoviários se comprometeram junto com a Prefeitura de Manaus em não realizar mais paralisações e que qualquer assunto sobre o sistema seria submetido à Justiça.
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